Dizem que os amigos são anjos enviados para nos proteger. Isso bem se
aplicaria ao estudante de Odontologia Felipe Damerau Ouriques. O
universitário é um tipo de “anjo da guarda” de Gabriel Victor do
Nascimento Garcia, de 8 anos.
O menino nasceu com a síndrome de
Treacher Collins - uma doença genética caracterizada por deformidades
crânio-faciais. Os dois se conheceram na universidade onde Felipe
estuda.
- Conheci o Gabriel em uma matéria da faculdade. A
disciplina era Núcleo de Atendimento Pacientes com Deformidades Faciais
(NAPADF) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Tudo que está
sendo feito é para uma família que não tinha condições, um menino
marginalizado pela sociedade devido a sua aparência. Eles passavam por
muitas dificuldades - explica o universitário.
A ideia de criar o ‘Projeto Gabriel Social’ veio com a
necessidade de pagar R$ 78 mil por duas próteses auditivas que ajudariam
o pequeno Gabriel a voltar a ouvir.
- Primeiro, marcamos uma
consulta no Instituto de Cirurgia Plástica Crânio Facial (Sobrapar), em
Campinas, para fazer a reconstrução da face e estética. Depois das
consultas, descobrimos que o Gabriel precisaria das próteses. Com essa
situação, tive que pensar em alguma coisa para conseguir o dinheiro. Daí
surgiu o projeto - conta Felipe.
Felipe, Gabriel e as famílias
deles não foram os únicos a valorizar o projeto. Eles tiveram a ajuda da
psicóloga Patrícia Rossi e de Antônio Zanella, o responsável pelo vídeo
de divulgação do projeto. Gabriel (de jaqueta vermelha) junto com a família no dia do embarque para Campinas Foto: Reprodução de internet
A mobilização foi aumentando, as pessoas começaram a ter vontade de participar e ajudar também.
-
Obviamente, nem eu nem a família do Gabriel sabíamos que
movimentaríamos quase um país para ajudar o Gabriel. Agora é um momento
de muita gratidão e emoção. Estamos recebendo muitas doações e chegando
quase no valor de uma prótese - conta o universitário.
Para
conseguir alcançar o valor de R$ 78 mil, haverá um show com artistas
catarinenses no Teatro do CIC, que vai contar, por exemplo, com a
colaboração da Fundação Catarinense de Cultura.
Quem quiser ajudar, não precisa ficar preocupado com o valor.
-
Não foi estipulado nenhum valor, justamente para as pessoas conseguirem
doar de coração. O que eu busquei com essa mobilização é a
solidariedade e capacidade de ajuda das pessoas - avalia o futuro
odontologista.
Nenhum comentário:
Postar um comentário