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15 de jul. de 2015

Projeto de Trens Turísticos na Região Sulfluminense

Rio – O turismo ferroviário está perto de andar nos trilhos no Rio. O apito de partida para a exploração de ramais desativados da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) para este fim já ecoa em Miguel Pereira, no Sul Fluminense. O município ganhou da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Amigos do Trem uma luxuosa e reformada Litorina (vagão ferroviário dotado de motor próprio), fabricada nos Estados Unidos há 57 anos. Deve estar pronta para entrar em operação em outubro, num trecho inicial de 4,5 quilômetros. A cidade será a primeira do interior a ter novamente composição para turistas. Hoje, só o Trem do Corcovado é usado para passeios no estado.
O secretário estadual de Transportes, Carlos Osorio, revelou que o governador Luiz Fernando Pezão autorizou estudos para a reativação de mais dois circuitos ferroviários destinados a viagens de lazer. O primeiro liga Miguel Pereira, Vassouras, Paty do Alferes e Paraíba do Sul, no Centro-Sul Fluminense. O outro fica entre Lídice (distrito de Rio Claro) e Angra dos Reis, no Sul do estado. Os dois percursos mantinham locomotivas turísticas no passado.

“Estamos entrando em acordo com a União, para utilizar parte de uma multa, estimada em R$ 900 milhões, que será aplicada à concessionária Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), uma vez que a empresa desativou e devolverá determinados trechos ferroviários que ela não utilizou e acabaram se deteriorando. O principal é que os trilhos ainda existem em mais de 80% desses trechos”, afirma Osório.

Em Miguel Pereira, a prefeitura fez licitação para obras de recuperação e readaptação da bitola de um metro para 1,60 metro, em um trecho que estava abandonado. Ele pertence à primeira etapa do projeto, ligando o Centro ao distrito de Governador Portela. Do total de R$ 2,5 milhões orçados para reativação da linha, o governo municipal arcará com R$ 750 mil. O restante será bancado pela União e a Oscip Amigos do Trem.

“A médio prazo, vamos estender a recuperação de trilhos até o distrito de Vera Cruz. Mais 9 km, com direito a vista paradisíaca de nossas montanhas”, propagandeia o secretário municipal de Turismo, Marco Aurélio Casa Nova. Ele sonha com postos de trabalho para boa parte dos 26 mil moradores, que tem o comércio como principal fonte de renda. A Litorina poderá acelerar a abertura de lojas de artesanato e restaurantes e dobrar os 2 mil leitos de hotéis. “Nossas expectativas são as melhores possíveis. Dobrando a quantidade de leitos, dobra-se a de funcionários”, diz Armando Ribeiro Júnior, dono de pousada.

Antigo Trem de Prata também está sendo recuperado por ONG

Depois de uma viagem de 300 quilômetros por rodovias numa carreta, em 27 dias, entre Barbacena (MG) e Miguel Pereira, envolvendo 500 técnicos e guindastes, a Litorina foi posta para visitação na estação ferroviária da cidade do Sul do estado, onde há um museu dedicado ao cantor Francisco Alves. O início da circulação está previsto para outubro, mês de aniversário miguelense.

Presidente da Oscip Amigos do Trem, Paulo Henrique Nascimento está eufórico. “Vamos provar que assim como em algumas cidades paulistas, do Paraná e Minas Gerais, trens turísticos são autossustentáveis. No Sul Fluminense, as belezas ecológicas, o casario herdado do ciclo do café e a riqueza da cultura regional são fontes de atrações naturais de turistas”, justifica.

Nascimento revela que outra Litorina passa por reforma, em parceria com a Inventariança da RFFSA e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e poderá ser acoplada à de Miguel Pereira. “Outra novidade é que oito vagões do antigo Santa Cruz, o Trem de Prata, que ligou São Paulo ao Rio até 1991, estão sendo restaurados e poderão ser usados no circuito Miguel Pereira-Paty-Vassouras-Paraíba do Sul”, adianta.

21 de mai. de 2015

A Cidade Olímpica tem horror a segurança. Porta arrombada, coloca-se o cadeado



A Cidade Olímpica tem horror a segurança. Porta arrombada, coloca-se o cadeado

Rio - O Rio é bonito só no plano geral. Mas no close a coisa não é bem assim. Por lá, na Cidade Olímpica, tudo é perigoso, usando frase de Caetano Veloso, e, ao mesmo tempo, tudo é divino, maravilhoso. Não se pode nem dar uma volta de bicicleta às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, nem no Aterro. Assim como não se pode usar relógio ou cordão de ouro nas ruas do Centro. Igualmente, não se deve falar ao celular caminhando pelas ruas de Copacabana ou da Tijuca. Do Méier ou de Jacarepaguá. Mas não caia na cilada de achar que é uma questão de classe social ou de ter ou não ter dinheiro. 

Nos becos e vielas das favelas, ou comunidades, é igualmente perigoso, e não se pode “andar tranquilamente na favela onde eu nasci”, porque pode vir uma bala perdida na sua direção e te encontrar. A Cidade Olímpica tem horror a segurança. É um enxugar gelo que não tem fim. Porta arrombada, coloca-se cadeado. Vai durar uma semana, se tanto, o novo esquema de segurança na Lagoa, que foi mencionado na quarta, e, com certeza, será citado pelas autoridades de segurança ao comentarem o assassinato do médico na Lagoa na noite de terça-feira. Foi assim quando esfaquearam lá mesmo um adolescente de 14 anos, para mencionar outro caso recente. É sempre assim. Na semana seguinte, como num passe de mágica, volta tudo ao normal. 

Normal? Então é normal não poder circular de bicicleta na cidade que gasta milhões para fazer dezenas de ciclovias que, por falta de segurança, ninguém vai poder usar? Ou vai ter que usar bicicleta velha, por recomendação da associação dos ciclistas? É normal prender e soltar, quase que compulsivamente, maiores e menores infratores? É claro que vai aparecer um estudioso social (que me perdoem os sérios profissionais da área que não têm compromisso político) que vai falar das diferenças sociais, da falta de oportunidades etc, etc. É óbvio que as medidas sociais são urgentes e que é preciso comprometimento dos governos com a questão da formação, educação e da criação de empregos para todos, mas é preciso também proteger a população que vive e insiste em usar a cidade onde nasceu. 

O medo é parceiro do trauma, do preconceito e do adoecimento da população. O Rio só poderá ser efetivamente uma Cidade Olímpica quando deixar de se parecer com a dona de casa relapsa, que deixa sua casa na maior bagunça, o tempo todo, mas quando vem visita arruma tudo e guarda a bagunça debaixo do tapete, para mostrar pro visitante que é organizada. Chega desta postura falsa, de que nada está acontecendo, de que vivemos numa ilha de esportes e lazer. Os fogos de artifício e as rajadas de metralhadoras estão aí. E lembre-se: andar de bicicleta pode ser fatal. Usar relógio e celular também. Como assim normal?

1 de mai. de 2015

Richa, excesso sem precedente!


As imagens de Curitiba na quarta-feira (29) e as quase duas centenas de feridos não deixam dúvida: houve violência policial além de qualquer proporção. O governador Beto Richa (PSDB), mesmo assim, continua alheio aos excessos de sua Polícia Militar.
Sim, houve agentes golpeados. Sim, alguns manifestantes tentaram romper à força o cordão da PM em torno da Assembleia Legislativa. Erraram, mas erra mais o governador tucano quando endossa o revide truculento como "uma reação natural da proteção da vida".
É uma inversão completa dos fatos. Acertar balas de borracha nos professores atenta contra a integridade dos manifestantes muito mais do que protege o policial. O mesmo se pode dizer de lançar gás lacrimogêneo na vizinhança de uma creche e de atiçar cães ferozes contra cinegrafistas.
Dito isso, há que registrar ainda o fato de os professores protestarem contra o que consideram afronta a seus direitos decorrente da inépcia do próprio Richa. É para fechar o rombo aberto pelo governador reeleito nas contas do Paraná que a Assembleia vota mudança na previdência estadual.
Marcou a gestão do tucano o descalabro financeiro, bem o oposto da imagem de bons gestores que líderes do PSDB usam cultivar. Segundo dados preliminares da Secretaria da Fazenda do Paraná, o ano da reeleição terminou com deficit de R$ 4,6 bilhões (num Orçamento de cerca de R$ 40 bilhões) e R$ 1,2 bilhão de restos a pagar.
O desequilíbrio é tal que, em 2014, o Estado viu as receitas crescerem 12% e as despesas, 43%.
Surgiu então o projeto de transferir 33 mil servidores aposentados (são 77 mil) de um fundo deficitário para outro, ora superavitário. Com a alteração, o Estado poderia poupar até R$ 1,7 bilhão ao ano.
Era essa votação pelos deputados estaduais que os professores em greve pretendiam impedir, temendo o desequilíbrio financeiro do fundo e perdas futuras. Para garantir a deliberação parlamentar, a Justiça mandou a polícia cercar a Assembleia, que havia sido invadida por docentes em fevereiro.
Beto Richa recorreu às desculpas de praxe, ressaltando que a CUT insuflou os manifestantes. Incluiu no rol de provocadores "o pessoal do PT, alguns do PMDB, PSOL e PSTU" e sugeriu a infiltração de black blocs.
Agitadores não são uma raridade nesses protestos. A polícia deve estar preparada e bem orientada para lidar com eles. Não foi o que se viu em Curitiba.
Sobre as contas do Estado, Richa disse em fevereiro que não agira com imprudência, mas com coragem. Se agora se dispuser a enxergar o óbvio, terá de reconhecer que a PM não agiu só com imprudência, mas sobretudo com covardia.


24 de abr. de 2015

A tal felicidade



Se a questão é só dinheiro, porque é que tanta gente que nada tem vive tão alegre, se diverte, se a grana é tão curta, o tempo gasto na condução apertada é tão longo?

Depois de uma semana de muito trabalho, exausto, uma amiga revela seu sonho de consumo: queria não ter que trabalhar. Não ter que fazer nada. “Claro, sem me preocupar com dinheiro no fim do mês. Ter dinheiro sobrando para pagar todas as contas, poder dormir o quanto o corpo pedir, viver tranquila, colorindo o livro da moda, para esquecer o estresse, sem dor alguma, nem no corpo, nem na alma, apenas vivendo, se divertindo, sorrindo, vendo bons filmes, lendo bons livros e conversando com gente inteligente e igualmente feliz”.
Diante do desabafo dela, fico pensando que seria muito bom mesmo, passar um tempo nesta ilha da fantasia. Não sei também quanto tempo aguentaria, nem sei onde fica este lugar de preocupação zero e não corro este risco porque há muito trabalho a fazer, muitas contas a pagar e uma centena de outras preocupações que tornam o dia a dia uma torrente de paixão e, às vezes, um tormento. E, claro, desfilam na minha memória, todas as pessoas que conheço que vivem assim, entre um almoço e outro, uma ida ao shopping e outra, uma nova viagem e outra. E algumas boas compras na rotina, para não perder o hábito e gastar o tempo, sem outros compromissos a não ser a academia de ginástica. Será que é nesta vida aqui descrita que mora a felicidade total e absoluta? Será que é só uma questão de sorte? A pessoa nasce predestinada à vida facilitada e à felicidade? Será que a tal da felicidade é só uma questão de dinheiro?
Nascer numa família rica ou herdar uma fortuna? Ou será que é casar bem, com homem rico, provedor de tudo e para tudo? Mas se é assim, porque é que há tanta gente rica, bem casada no sentido do dinheiro farto, que trabalha loucamente, todo dia, a vida toda na busca da tal felicidade? Se é assim, porque é que tanta gente finge que é feliz, passa o dia fazendo fotos sorridentes para postar nas redes sociais, fingindo levar uma vida alegre e feliz e a gente sabe que na chamada vida real não é nada disto?
Se a questão é só dinheiro, porque é que tanta gente que nada tem vive tão alegre, se diverte, se a grana é tão curta, o tempo gasto na condução apertada é tão longo? Ou será que seremos felizes se criarmos uma capa ou uma armadura para nos proteger das histórias e notícias cada vez mais perversas do nosso cotidiano? Ou será que a resposta está na fé de cada um? No meio destes pensamentos me vem a frase de um conhecido rico, que leva a vida com uma grande dose de cinismo e costuma dizer que dinheiro é tudo “porque compra até amor verdadeiro”. Sem dúvida, o dinheiro facilita a vida e a torna menos penosa.
Mas não carrega junto a felicidade, a paz, a alegria, ou a saúde. A questão é buscar a tal da felicidade, com todos os seus adereços, quando ela some ou se faz de distraída. Não sei não, mas acho que, sem trabalho, a vida fica menos feliz. Sem fazer nada, a vida é um tédio.

16 de abr. de 2015

Químico suíço descobria o LSD há 72 anos

Químico suíço descobria o LSD há 72 anos

Apresentação Dilson Santa Fé


Há 72 anos, o químico suíço Albert Hofmann descobriu o LSD, uma das mais potentes substâncias alucinógenas conhecidas.

A descoberta aconteceu por acaso, ele aspirou por descuido uma pequena quantidade de pó no laboratório.

Na busca por um estimulante da circulação sanguínea, ele se deparou com o fungo do centeio muito temido na Idade Média. Os camponeses que comiam o pão contaminado com esse fungo tinham confusão mental.

Trocar antigos eletrodomésticos, lâmpadas, aparelhos de ar... tudo isso ajuda a abaixar as contas

Trocar antigos eletrodomésticos, lâmpadas, aparelhos de ar... tudo isso ajuda a abaixar as contas

A palavra de ordem, neste momento, é economizar. Mas vou logo avisando: não é tarefa fácil. Requer atenção, dedicação e muito trabalho. Estou falando da luta diária para baixar as contas da casa e, ao mesmo tempo, não perder qualidade de vida, nem acesso ao conforto. Nem ter um infarto ao abrir o envelope da conta de luz. Na verdade, nos últimos anos descobrimos o conforto e nossas contas ficaram muito mais caras do que gostaríamos e até mesmo do que podemos pagar sem sofrimento. Eu sei, falar é fácil, o difícil é realizar.

Na verdade, economizar significa mudar hábitos e manias, e esta é, com certeza, a dificuldade maior. Durante esta semana procurei entender com técnicos de energia e água, para descobrir o que fazer e para saber como e onde estamos errando mais e como reverter o susto que as contas mensais estão causando. A princípio, economizar é para quem tem dinheiro disponível porque para diminuir custos é preciso gastar um bom dinheiro, trocando equipamentos domésticos de mais de dez anos de uso por outros novos mais econômicos, com selo Procel, com consumo de letra A, dados pelo Inmetro. Sabe aquelas lâmpadas eletrônicas que descobrimos no apagão dos anos 2000? Foram superadas.

Agora, o que tem melhor custo/benefício são as de Led, bem mais caras que as outras, mas muito mais econômicas. Algumas descobertas me surpreenderam e acho que podem ajudar você também: o monitor do computador gasta uma enormidade se ficar ligado sempre, portanto desligue ou configure-o para desligar automaticamente quando você deixar de usar. Sabe aquelas luzes vermelhinhas do microondas, do forno elétrico, da TV que você quase não usa? É o tal do stand by e também deve ser desligado. Não falei que dá trabalho? Sabe o ar modelo Split? Gasta menos que o de janela. Tem um tipo de Split que gasta menos ainda: o inverter. O problema é a instalação destes aparelhos. É mais cara que o aparelho. Eu não disse que é preciso gastar para economizar?

Em relação à água, o SAAE dá várias dicas, desde a captação das águas das chuvas até a instalação de pequenos redutores do consumo nas torneiras (para sair menos água em cada utilização) ou diminuir a saída de água no registro geral. Ou colocar um balde debaixo do seu chuveiro que vai guardar a água que cai enquanto você espera a água chegar à temperatura ideal. Depois você pode usar esta água limpinha para molhar suas plantas ou lavar áreas e quintais, por exemplo. Resumo da ópera: arranjamos mais um trabalho pro nosso dia a dia. Tomara que ajude a diminuir o preço da conta. Eu vou tentar. E você?

7 de abr. de 2015

Rio concentra 60% do total de crianças mortas por policiais, diz ministério


Rio concentra 60% do total de crianças mortas por policiais, diz ministério

Em 12 anos, o Estado do Rio de Janeiro registrou 50 mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos em decorrência de intervenções de policiais ou de outros agentes da lei, segundo dados do Ministério da Saúde. Os homicídios ocorridos em território fluminense correspondem a 60% do total de jovens assassinados no Brasil entre 2001 e 2012.

De acordo com o governo federal, policiais e outros agentes da lei mataram, nesse período, 84 vítimas em todo o país. O Ministério da Saúde explicou que esses casos ocorreram em intervenções legais, incluindo atos de detenção e outras ações. As circunstâncias de cada homicídio não foram detalhadas.

Na última quinta-feira (2), o estudante Eduardo de Jesus Ferreira, 10, morador do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça. A Polícia Civil investiga a veracidade do relato da mãe da vítima, Terezinha Maria de Jesus, e a versão corroborada por outras testemunhas: a de que o tiro teria sido feito por um policial militar quando a vítima estava na porta de casa. Já a CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora) informou apenas que o menino foi atingido por um tiro durante confronto entre PMs e traficantes.

A morte de Ferreira não entrou na base estatística do Ministério da Saúde, mas repercutiu com força na mídia e levou o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), a anunciar uma "reocupação" do Complexo do Alemão, onde outras três pessoas morreram também na semana passada. A região do conjunto de favelas conta com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).

A DH (Divisão de Homicídios) da Polícia Civil do Rio, que está à frente das investigações, não revelou mais detalhes sobre a investigação. A identidade dos policiais envolvidos na ação também não foi divulgada. Segundo a PM, eles foram afastados do policiamento na rua e respondem a um IPM (Inquérito Policial Militar). As armas foram recolhidas para confronto balístico. 

Indagado sobre estatísticas regionais, o Ministério da Saúde informou que 64 casos se deram na região Sudeste, quatro no Norte, nove no Nordeste, cinco no Sul e duas na região Centro-Oeste. Os dados são do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade).   

Top 10 razões pelas quais a eutanásia não é a solução


Top 10 razões pelas quais a eutanásia não é a solução

Em décadas recentes, aumentaram os debates sobre a eutanásia, a prática de acabar com a vida de uma forma indolor. Uma das maiores controvérsias que cercam a questão, é se deve ou não ser legalizada. Os defensores da eutanásia exigem que a mesma seja legalizada, por ajudar os pacientes sem esperança a terminar o sofrimento deles.

E acreditam que as pessoas têm o direito de fazer o que quiser com o corpo delas, até se isso significa acabar com suas vidas para impedir a dor. Mas os oponentes da prática argumentam que ela deve ser banida. A prática da eutanásia tem muitos resultados indesejáveis e prejudiciais.

Eutanásia é assassinato

assassinato razões pelas quais a eutanásia não é a solução

A eutanásia, que vem da palavra grega eutanatos, significando morte boa ou digna, é o ato consciente de terminar com a vida por retenção de tratamento necessário, a eutanásia passiva.

Ou realizar um procedimento que causa diretamente e rapidamente a morte, a eutanásia ativa. Embora vistas por alguns como benéficas, a eutanásia passiva e ativa são consideradas imorais, pecaminosas, e na mesma categoria do aborto, um assassinato. No Brasil é crime, considerado homicídio.

Eutanásia dá poder de matar aos médicos

poder aos médicos razões pelas quais a eutanásia não e a solução

Os médicos estão habilitados para eutanásia. E isso dá a eles a oportunidade de brincar de Deus e a maioria dos médicos, principalmente aqueles que consideram sua profissão como uma ocupação e não uma paixão, aproveitará esta oportunidade. Isto é especialmente real para aqueles indivíduos sem escrúpulos.                                                                                                            

Eutanásia destrói a confiança do paciente na profissão médica

destrói confiança razões pelas quais a eutanásia não é a solução

Os médicos são as pessoas para os que estão doentes, e fracos e sentindo dor recorrerem como fonte segura. São indivíduos de confiança importantes para orientação e aconselhamento sobre a saúde.

Todos os acham que eles tem poder de curar e salvar vidas. Afinal, é o objetivo principal deles, salvar e não fazer mal. Então a seguinte situação é para refletir, de estar doente, e encontrar o médico de confiança realmente a praticar a eutanásia.

Eutanásia enfraquece a pesquisa médica

enfraquece pesquisa medica razões pelas quais a eutanásia não é a solução.

Compreendemos o motivo de algumas pessoas desejarem se matar. A dor é, em algumas vezes, é demais ao ponto que não é mais suportável para quem está sofrendo.

Mas, uma coisa que muitas pessoas, especialmente aqueles que apoiam a eutanásia, devem perceber que há uma cura para doenças, não importa o quanto pior elas sejam. Mesmo que algumas não sejam ainda descobertas, com o tempo, se tornarão disponíveis. Definitivamente, a eutanásia não é a solução para o enfermo.

Legalização da eutanásia envia uma mensagem de que a vida não vale a pena

vida não vale a pena razões pelas quais a eutanásia não é a solução

Os defensores da eutanásia costumam dizer que a eutanásia é uma forma de morrer com dignidade. Mas isto está errado. A eutanásia está matando e destruindo uma vida.                                                                                     Aceitar que a vida traz, tão bem como lutar até o final, não importa o quanto difícil ou dolorosa, a batalha seja, e esperar pela morte chegar naturalmente é como realmente acontece a morte digna.

Legalização da eutanásia muda a consciência pública

muda consciência publica razões pelas quais a eutanásia não é a solução

A lei é uma ferramenta poderosa que pode ser usada para mudar as crenças das pessoas, comportamento e consciência. Quando uma prática se torna legal e amplamente aceita, a mesma se transforma correta aos olhos da sociedade. Matar jamais deve ser o método correto.

Legalização da eutanásia leva a mais e mais matança

mais e mais matança razões pelas quais a eutanásia não é a solução

Os opositores da eutanásia argumentam que a legalização da mesma levaria a sociedade abaixo, uma ladeira escorregadia perigosa. Uma vez que a eutanásia seja legalmente permitida, as pessoas começarão a concordar que o suicídio é a solução legítima para os problemas da vida.

Eutanásia encoraja as pessoas vulneráveis a terminar com suas vidas

encoraja pessoas vulneráveis razões pelas quais a eutanásia não e a solução

Os defensores da eutanásia promovem a legalização por acreditarem que seja uma forma de proteger as pessoas vulneráveis da morte injusta e oferecer aos pacientes a morte com dignidade desejada e pacífica.

Os opositores da prática contrariam isto com a defesa de que a legalização da eutanásia não protege as pessoas vulneráveis, mas sim pressiona os mesmos a tomar decisões unilateralmente. Suicídio continua sendo suicídio, não importa se é assistido ou não.

As pessoas que solicitam a morte de misericórdia realmente não desejam morrer

não desejam morrer razões pelas quais a eutanásia não é a solução

Em momentos difíceis, especialmente na presença da morte, os pacientes são altamente vulneráveis. Eles não têm o conhecimento e força para compreender totalmente a situação deles, o que geralmente afeta suas decisões.

Muitas pessoas pensam que a principal razão de pacientes procurarem por eutanásia, é por causa da dor associada com a doença, mas a verdade é que se trata do medo do desconhecido.

Eutanásia é desnecessária, há muitas alternativas melhores

há alternativas melhores razões pelas quais a eutanásia não é a solução

As pessoas acreditam que na situação de ser diagnosticado com uma doença terminal, apenas há 2 escolhas, ou morrer lentamente em dor, ou morrer rapidamente com eutanásia. 

E poucos sabem que há outra opção que as pessoas doentes podem escolher, sendo constituída de amor e carinho competente. O maior medo das pessoas diagnosticadas com doença não é a dor física, mas o medo de serem vistos como um encargo e abandonados pelas suas famílias.

2 de abr. de 2015

O racismo fica disfarçado no coração e na mente de muita gente, pronto para vir à tona

Todo mundo gosta de ler e de ouvir notícias boas. Consciente ou inconscientemente, ninguém gosta de notícias ruins. Eu também prefiro as boas. Mas, cá pra nós, estamos num momento em que, digamos assim, as notícias insistem em piorar. Claro que você vai pensar no caso do piloto alemão que, aparentemente, se suicidou levando com ele 149 pessoas, entre elas, 16 adolescentes, o que chocou geral e que, ao que parece, sofria de depressão.

Mas em matéria de notícia ruim, a foto da menina síria, de uns 4 anos de idade, que levanta as mãos pra cima, se rendendo, ao confundir a lente da máquina fotográfica com uma arma me tirou do sério. Foi num campo de refugiados. Muita gente pensou que era falsa, mas a BBC entrevistou o fotógrafo turco Osman Sagirli e ele confirmou não só a foto como o clima de medo e pavor entre crianças vítimas de guerras. Que tristeza! Distante de nós, geograficamente, a gente se entristece ou deprime, muita gente evita ler e ou saber destes casos, e vai levando a vida, no clima ainda bem que não é aqui. Mas aí, como uma bofetada, aparece o caso do menino negro, brasileiro como nós, ali, em São Paulo, que a vendedora da loja chique não quer que frequente ou que fique parado na porta da loja em que ela trabalha. E o racismo, que não sai da pauta, ressurge com muita força. Adormece, finge que não existe, mas está aí, na cara da gente.

Claro, não é só aqui. É no mundo todo. Nos campos de futebol, já vimos dezenas de atos racistas, sempre repetindo o preconceito. Esta semana, nos Estados Unidos, um homem jogou uma casca de banana num humorista que estava no palco, por conta de uma piada que não gostou. Quem era o humorista? Um negro. Aliás, o racismo ressurgiu com muita força em estados americanos, como em Ferguson, Missouri, Estados Unidos, onde o presidente é negro, portanto onde, teoricamente, a igualdade de raças já teria sido conquistada. Mas ao que parece, eles também estão longe desta igualdade. O racismo fica apenas escondido, disfarçado, no coração e na mente de muita gente, latente, pronto para vir à tona. Nos pequenos e grandes gestos e nas palavras.

Repare você mesmo no seu dia a dia, quando reclama da vala a céu aberto das praias e diz: vala negra. Ou quando vai explicar uma situação de dificuldade: a situação está preta ou negra. Ou quando está se referindo a um negro: aquele moreno escuro. Claro que não é só com os negros. Os judeus reclamam quando se usa o verbo judiar. Os gordos são apontados como ponto de referência. Quando a gente acha que já viu de tudo, descobre que não. Que o preconceito tem piorado. Ou será que tem ficado mais visível?

20 de mar. de 2015

Graciliano Ramos

Conheça a tragetória de Graciliano Ramos

Há 62 anos morria no Rio de Janeiro Graciliano Ramos, considerado o melhor ficcionista e prosador do Movimento Modernista. Suas obras, embora tratem de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam também uma visão crítica das relações humanas.

Primeiro de dezesseis irmãos de uma família de classe média do Sertão nordestino, Graciliano Ramos, nasceu em Quebrangulo, em Alagoas, mas na juventude foi para Maceió, onde termina os estudos de segundo grau.

Na busca de novos horizontes, se muda para o Rio de Janeiro, onde passa um tempo trabalhando como jornalista.

Em 1915, volta para Alagoas, indo morar com o pai em Palmeira dos Índios. Lá, se envolve com os problemas da cidade e acaba eleito prefeito em 1927. No entanto, renuncia dois anos após a posse e se muda para Maceió, onde trabalha como diretor da Imprensa Oficial e professor.

Durante a ditadura Vargas, é preso em 1936 sob a acusação de conspiração comunista e é enviado para o presídio de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, com outros 115 presos, onde fica até 1937.

Seu livro “Angústia” é lançado no mês de agosto daquele ano. A principal característica desse romance é a descrição dos estados de alma dos indivíduos, que se questionam o tempo todo sobre si e o mundo. Essa obra foi agraciada com o prêmio “Lima Barreto”, concedido pela “Revista Acadêmica”.

Em 1938, Graciliano Ramos publica o romance “Vidas Secas”. Nesse livro, ele narra a peregrinação silenciosa de quatro pessoas e uma cachorrinha, chamada Baleia, em meio à paisagem hostil do sertão nordestino.

Vidas Secas retrata a realidade brasileira não só da época em que o livro foi escrito, mas também dos dias de hoje, tais como injustiça social, miséria, fome, desigualdade e seca.

Outro livro de destaque na obra de Graciliano Ramos é “Memórias do Cárcere”, no qual ele documenta os momentos vividos na prisão em Ilha Grande. Ao todo, Graciliano Ramos escreveu 14 livros, alguns traduzidos e publicados em vários países.

Em 1963 e 1983, seus livros "Vidas Secas" e "Memórias do Cárcere" são adaptados para o cinema por Nelson Pereira dos Santos. Em 1980, foi a vez do diretor Leon Hirszman levar para as telas o romance "São Bernardo".