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1 de mai. de 2014

O risco de ser morto no Brasil na Copa do Mundo

Se você está na Gávea, no Rio de Janeiro, e caminha dez minutos, chega a uma grande favela (uma das maiores do mundo). Essa caminhada de dez minutos significa a perda de mais de 13 anos na expectativa de vida (veja Empoli). O local em você se encontra retira anos da sua expectativa de vida. Muitos estrangeiros virão para o Brasil para assistir aos jogos da Copa do Mundo. Talvez não tenham consciência exata dos riscos que estarão correndo. Somos o 15º país mais violento do planeta (conforme os números da ONU de duas semanas atrás) e das 50 cidades mais violentas do mundo, 16 estão aqui. São mais de 53 mil assassinatos por ano.

Imagine um estrangeiro de um desses países econômica e socialmente “escandinavizados” (Dinamarca, Suécia, Suíça, Bélgica, Holanda, Nova Zelândia, Austrália, Coreia do Sul, Japão, Alemanha etc.). Nos seus países eles têm (em média) apenas um homicídio para cada 100 mil pessoas (veja nossas estatísticas no Instituto Avante Brasil)? Os Estados Unidos têm 5 (embora seja um império capitalista)? O Brasil tem 27? Quando um “escandinavizado” colocar os pés no Brasil, seu risco de vida já aumenta 27 vezes. E conforme a capital em que ele estiver, sua expectativa de vida vai reduzir drasticamente.

O que os “escandinavizados” estão mostrando para o mundo? O seguinte: quanto mais igualdade material e social, menos violência (menos crime). Esses países possuem as seguintes médias: PIB per capita de USD 50.084, Gini de 0,301 (pouca desigualdade e, ao mesmo tempo, pouca concentração da riqueza nas mãos de pouquíssimas pessoas), 1,1 homicídios por 100 mil habitantes, 5,8 mortos no trânsito por 100 mil pessoas, 18.552 presos (na média) e 98 encarcerados para cada 100 mil pessoas.

Vamos comparar os números (não os países): O Brasil conta com renda per capita de USD 11.340, Gini de 0,519 (0,51: país exageradamente desigual), 27,1 assassinatos para 100 mil pessoas, 22 mortos no trânsito para cada 100 mil, quase 600 mil presos, 274 para cada 100 mil habitantes. Somos 27 vezes mais violentos que a média dos países mais civilizados do planeta. A palavra chave para explicar tudo isso se chama igualdade, porém, não a igualdade puramente formal, sim, material, social, cultural etc. E isso se consegue por meio de (a) educação de qualidade para todos e (b) aumento da renda per capita.

A única maneira de salvar o planeta das tragédias anunciadas (rebelião dos pobres, revolução dos indignados, sangue das guerras, mutilações decorrentes dos conflitos etc.) é melhorar a qualidade de vida de todo mundo. Os “escandinavizados” (Suécia, Noruega, Islândia, Holanda etc.) são os únicos que estão salvando o capitalismo desigualitário do seu desastre final. São dignos de ser copiados. Não temos, portanto, que nos comparar a eles, sim, copiar o que eles estão fazendo de certo (e deixar de fazer as coisas erradas).
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Eu não sei se a banana representa um protesto, alimento, discriminação ou deboche dela mesma!
Onde fica a opinião dela?
Sei que tudo vai passar e preconceito vai continuar, inclusive com a banana!
(Adriano Martins - 2014)
=========================================================Quinta-feira, 01 de Maio de 2014. Estação: Outono.
01 · Dia Mundial do Trabalho
01 . Dia da Literatura Brasileira
O Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é comemorado no dia 1º de maio em diversos países do mundo, sendo feriado no Brasil, Portugal, Rússia, e França, entre outros.
O Dia do Trabalho é o momento que os empregados e as empresas têm para refletir sobre as legislações trabalhistas, normas, regras de trabalho. É também considerado importante no dia 1 de maio relembrar a história, onde diversos trabalhadores lutaram, para hoje em dia as pessoas poderem usufruir dos benefícios.
Dia do Trabalho nos Estados Unidos
Até o ano de 1886, os trabalhadores jamais pensaram em exigir seus direitos, apenas trabalhavam. Mas no ano de 1886, aconteceu uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago, para reivindicar a redução da jornada de trabalho, e nesse mesmo dia teve uma greve geral nos Estados Unidos.
Origem do Dia do Trabalho
Três anos depois, foi convocado em Paris uma manifestação anual para reivindicação das horas de trabalho e foi programada para o dia 1º de maio, como homenagem as lutas sindicais em Chicago. No dia 23 de abril de 1919, o Senado francês ratificou as 8 horas de trabalho e proclamou o dia 1º de maio como feriado, e um anos depois a Rússia fez o mesmo.
No Brasil é costume os governos anunciarem o aumento anual do salário mínimo no dia 1 de maio.


O polêmico Dia do Trabalho

A origem da data no Brasil
No Brasil, a primeira tentativa de comemorar o 1º de maio foi em 1894, em São Paulo, em um movimento idealizado pelo anarquista italiano Artur Campagnoli. A iniciativa foi frustrada pela repressão dos policiais, que terminou com muitos manifestantes presos.
Na década seguinte, iniciaram-se comemorações do 1º de maio em várias cidades, com publicações especiais da imprensa operária para comemorar a data. São Paulo, Porto Alegre, Pelotas, Curitiba e Rio de Janeiro foram alguns dos centros urbanos onde o sindicalismo brasileiro todos os anos comemorava esse dia à margem da legalidade.
A data só se tornou oficial no País em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. A partir daí, as comemorações passam a ser mais organizadas, tanto pelas entidades trabalhistas, quanto pelo governo. Além dos protestos, ganham as ruas apresentações, shows e desfiles em homenagem ao Dia do Trabalho.
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Eu não sei se a banana representa um protesto, alimento, discriminação ou deboche dela mesma!
Onde fica a opinião dela?
Sei que tudo vai passar e preconceito vai continuar, inclusive com a banana!
(Adriano Martins - 2014)
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Quinta-feira, 01 de Maio de 2014. Estação: Outono.
01 · Dia Mundial do Trabalho
A história da data
O 1º de maio é a data escolhida na maioria dos países industrializados para comemorar o Dia do Trabalho e celebrar a figura do trabalhador. A data tem origem em uma greve operária por melhores condições de trabalho e redução de jornadas, que costumavam ser de 14 horas diárias, iniciada em 1º de maio de 1886, em Chicago, grande pólo industrial da época nos Estados Unidos.
Durante a manifestação na praça Haymarket, uma explosão no meio do protesto serviu como justificativa para a repressão policial, que acabou em mais de cem mortes e a prisão de dezenas de militantes operários. Quatro deles - Albert Parsons, August Spies, Adolf Fischer e George Engel - foram condenados à forca e executados em 11 de novembro de 1887. Ludwig Lingg, outro operário preso, suicidou-se na cela.
Este episódio, que marcou a história dos sindicatos, ficou conhecido como "Os Mártires de Chicago" e se tornou símbolo da luta trabalhista mundial. Em 1888, o Congresso da Federação do Trabalho Americano e, um ano depois, o Congresso Socialista de Paris declararam o 1º de maio como o dia internacional de luta dos trabalhadores.
Seis anos após as mortes de Chicago, em 1893, a condenação dos operários foi anulada, o Estado americano reconheceu o caráter político e arbitrário do julgamento e libertou os militantes que ainda estavam presos. O 1º de maio tornou-se feriado oficial somente no início do século 20. Até então, os sindicalistas comemoravam a data de forma simbólica.

30 de abr. de 2014

30/04/2014 00h01

Hoje é aniversário do atentado do Riocentro


O atentado do Riocentro foi um frustrado ataque a bomba na noite de 30 de abril de 1981, durante um show do Dia do Trabalho.
As bombas, plantadas por um sargento e um capitão, teria sido uma tentativa de setores mais radicais do governo de convencer os moderados a interromper a abertura política. Em quatro anos a democracia seria restabelecida no país.
A Música do Dia é a que tocava no momento da explosão.
Texto e apresentação: Luiz Cláudio Canuto

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 E se reduzirmos a jornada trabalhista para 6 horas?
Gotemburgo começará uma experiência para saber se trabalhar 6 horas por dia é mais benéfico para a produtividade, a saúde e a felicidade dos trabalhadores

O debate não é novo, mas foram os suecos que se decidiram a provar sua eficácia: Gotemburgo (a segunda cidade em importância da Suécia) fará um experimento para constatar o sucesso ou o fracasso da redução da jornada trabalhista para 6 horas diárias, segundo declarou Mats Pilhem, conselheiro da prefeitura e pertencente ao Partido da Esquerda, ao jornal sueco The Local.

A proposta do ensaio é simples: a metade dos funcionários da prefeitura manterão sua jornada habitual de quarenta horas semanais enquanto a outra metade desenvolverão uma jornada diária de 6 horas. Todos os trabalhadores ganharão o mesmo salário (é provável que os do segundo grupo estejam esfregando as mãos neste momento pensando no tamanho de sua sorte). Dentro de um ano serão avaliados os resultados do estudo para decidir que tipo de horário é mais benéfico para a sociedade de modo geral. “Esperamos que os trabalhadores de nosso modelo tenham menos dias de baixa por doença e se sintam melhor física e mentalmente após ter jornadas trabalhistas mais curtas”, explicou Pilhem.

A prova da redução da carga horária da jornada trabalhista obteve mais vezes resultados irregulares. Pilhem em suas declarações faz alusão a uma fábrica automobilística da própria cidade que obteve conclusões positivas. Seus opositores, no entanto, lembram o caso da cidade de Kiruna, que depois de dezesseis anos com a jornada reduzida decidiu voltar à jornada original por motivos econômicos e de saúde.

Seja como for, o que evidencia a decisão das autoridades suecas é a preocupação europeia com a duração das jornadas trabalhistas, que causam problemas que vão desde a conciliação trabalhista e familiar até à produtividade e eficiência das empresas. Há apenas algumas semanas, a França anunciou que engenheiros e consultores eram obrigados a desligar seus celulares e dispositivos eletrônicos corporativos durante 11 horas por dia para tentar acabar assim com as jornadas trabalhistas intermináveis. Isto é, desligar o computador e o celular do trabalho e esquecer deles até a manhã seguinte, uma ação que para muitos e muitas é inimaginável nos dias de hoje.

E se reduzirmos a jornada trabalhista para 6 horas

Na Espanha, o problema é quase maior devido aos horários que, por si só, já são estendidos, e à cultura do “presentismo” trabalhista que impera na sociedade há alguns anos e é agravada por fatores como a crise. No entanto, alguns setores começaram a criar iniciativas para que os horários de trabalho sejam moldados de modo que haja uma melhoria na vida social e familiar das pessoas. É o caso, por exemplo, da Associação para a Racionalização dos Horários Espanhóis (ARHOE) cujo manifesto defende por “uma profunda modificação dos horários na Espanha, que nos ajude a ser mais felizes, a ter mais qualidade de vida e a ser mais produtivos e competitivos.”

Um dos objetivos do manifesto é favorecer a igualdade entre o homem e a mulher, já que as jornadas trabalhistas que são maratonas afetam especialmente às mulheres. De fato, o partido político sueco Iniciativa Feminista, é um dos principais defensores do experimento da redução das horas de trabalho já que fará a vida trabalhista bem mais acessível às mulheres com filhos. Até o momento, as medidas que estavam sendo tomadas pareciam encaminhadas a adaptar a vida pessoal e familiar com o trabalho (com a extensão dos horários dos colégios, por exemplo) mas parece que as coisas começam a mudar, ao menos no resto de Europa. Do resultado do experimento de Gotemburgo pode ser que possam extrair os roteiros para avançar na direção adequada para a verdadeira conciliação.