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Rádio Acesa Ao vivo

10 de jul. de 2013

Jogo de volta entre Flamengo e ASA será em Volta Redonda
   

O Flamengo recebeu na noite de segunda (8) o aval da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) para mandar o seu jogo de volta da Copa do Brasil, contra o ASA de Arapiraca, no Estádio da Cidadania, em Volta Redonda.

A partida, que será disputada no próximo dia 17 - aniversário de Volta Redonda -, é válida pela terceira fase da competição nacional, e estava previamente marcada para o Estádio Mané Garrincha, em Brasília, mas o clube mudou os planos e preferiu atuar no Rio.

Com a mudança, após a partida contra o Vasco, no domingo, em Brasília, o elenco do Flamengo voltará ao Rio, e há a possibilidade de ganhar folga na segunda-feira. Anteriormente, o grupo ficaria em Brasília até quinta, após a partida pela Copa do Brasil.
Enfermeiros não sabem se continuam trabalhando na UPA de Barra Mansa
   
Barra Mansa

A prefeitura anunciou na última ontem (8), o fim do contrato com a Cruz Vermelha - que era a responsável pela contratação de profissionais para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento). O convênio, que existia desde 2008, foi encerrado após recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Os profissionais que eram ligados a Cruz Vermelha agora estão cumprindo aviso prévio até o dia 19 de julho, mas ainda esperam uma definição sobre o futuro e a continuidade na unidade. De acordo com um enfermeiro, que preferiu não se identificar, esta insegurança quanto ao futuro atrapalha muito na hora do trabalho, principalmente por se tratar de uma área essencial.

- Isso é ruim tanto para o profissional quanto para o paciente, porque não sabemos como vai ser. Grande parte do pessoal está aqui há dois, três anos e é um trabalho que requer muito de nós, pois o ritmo é acelerado. Acredito que vão manter alguns funcionários - disse.

Outra enfermeira da unidade, que também preferiu não se identificar, contou ser muito difícil focar no trabalho, mas acredita que grande parte dos funcionários que estão na UPA vai continuar.

- Acho que mesmo acabando esse convênio com a Cruz Vermelha a maior parte dos funcionários vai ser mantida. Aqui na UPA, o ritmo de trabalho é outro, sempre tem pacientes para medicação ou exames e para se adaptar demora alguns meses. Acho que eles não vão trocar a equipe toda, que está trabalhando bem - afirmou.

Segundo a Prefeitura de Barra Mansa, para suprir a lacuna dos convênios cancelados será contratada uma Organização de Saúde (OS). A lei para regulamentar o trabalho da OS no município foi aprovada em março pela Câmara Municipal. Atualmente está aberto edital de projetos para contratação.

Segundo o prefeito Jonas Marins, a contratação da OS será provisória até que seja realizado um concurso para preencher os postos na unidade.

- Quero deixar claro que a contratação de uma OS é de caráter provisório. Nosso objetivo é realizar concurso público para contratação de funcionários com remuneração adequada e compatível. Mas para isso precisamos finalizar nosso plano de cargos e salários que está em fase de estudo - justificou.

Manutenção de funcionários

De acordo com a assessoria da prefeitura, como o edital de contratação da Organização de Saúde (OS) ainda não foi finalizado, o prefeito teria se reunido com os funcionários da UPA para assegurar a manutenção do atendimento na unidade até que a OS vencedora da licitação assuma os trabalhos. Os funcionários concordaram com a proposta do prefeito - de ficarem no trabalho até a OS assumir - e todos serão remunerados pelos serviços prestados.
Detran aumenta fiscalização e reduz agendamentos nos postos de VR e BM
   
João Marcos Coelho
Carros são levados para depósito no Jardim Guanabara, em Barra Mansa

Natacha Prado

natacha.prado@diariodovale.com.br

Volta Redonda e Barra Mansa

Motoristas de Barra Mansa e Volta Redonda estão reclamando das constantes fiscalizações do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) feitas em pontos estratégicos das cidades, até nos finais de semana. E mais: o número de agendamentos para vistoriar os carros - nos postos das duas cidades - foi reduzido. Resultado: os motoristas que pagaram o IPVA (Imposto de Propriedade de Veículos Automotores) não conseguem fazer a vistoria e são multados ao circularem sem a documentação necessária.

Durante as 34 operações realizadas somente em Barra Mansa, desde o início do ano, foram apreendidos 746 veículos. No mesmo período, foram feitas 10 operações e 168 carros recolhidos em Volta Redonda. O total de veículos apreendidos no Sul Fluminense alcançou a marca de 1.070. Detalhe: Volta Redonda e Barra Mansa foram responsáveis por 85% das apreensões na região - 914 veículos.

Em entrevista ao DIÁRIO DO VALE, um funcionário do Detran de Barra Mansa, que não quis se identificar, disse que o número de vistoria realizada no posto de Saudade foi reduzido.

- Tivemos que ajustar os atendimentos de acordo com a capacidade. A mudança foi efetivada há 15 dias, após o órgão recebeu muitas reclamações. Os condutores chegavam ao posto sem paciência, já que eram obrigados a ficar mais de uma hora do lado de fora da unidade. Esse problema foi resolvido, mas o número de carros que precisa ser vistoriado continua o mesmo - frisou.

O funcionário ainda disse que os agendamentos realizados pelo telefone foram cancelados, e as vistorias só podem ser agendadas pelo site do Detran.

- Existem pessoas que não estão conseguindo vistoriar o carro e acabam sendo surpreendidas pelas blitzes. As fiscalizações estão intensas. As equipes estão trabalhando em postos estratégicos, inclusive, aos domingos. Vale ressaltar também que cada final de placa possui um determinado tempo para agendar a vistoria. As pessoas que estão sendo multadas tiveram até o dia 30 do mês passado para fiscalizar o veículo - disse.

Segundo ele, mesmo estando com todas as taxas pagas, o carro pode ser apreendido se não tiver renovado a licença de circulação.

- Ninguém é privilegiado. Não importa se tem criança ou pessoas deficientes. O que importa para os vistoriadores é a documentação do veículo. Também precisamos lembrar que a fiscalização deve abranger somente as documentações irregulares e que não foram renovadas. Os carros com final 8 ou 7, por exemplo, ainda não podem ser apreendidos, já que têm até o dia 30 deste mês para fazer a vistoria - salientou.

Os carros apreendidos são levados para o depósito do Detran, localizado no bairro Jardim Guanabara, em Barra Mansa.

Cai venda de extintores

O vendedor de extintores Diogo Torres, que fica na porta do posto do Detran, no São Luiz, em Volta Redonda, também confirmou que as vistorias foram reduzidas. Ele explicou que agora comercializa diariamente aproximadamente 60 extintores.

- Nossa venda era maior, porém o órgão reduziu o número de vistoria. Muitas pessoas estão dizendo que as vistorias estão sendo agendadas para o posto de Barra do Piraí. Cada agendamento sofreu diminuição de 100 veículos. Antes da redução de agendamentos, os condutores demoravam cerca de duas horas esperando pela vistoria - falou.


Detran confirma redução de  agendamentos para vistoria


O subchefe do posto do Detran de Volta Redonda, Frederico Marchi, declarou que os agendamentos são realizados de acordo com a capacidade da unidade, e confirmou que o agendamento para vistorias foi reduzido.

- Estávamos recebendo muitas reclamações. A solução encontrada pelas equipes do Rio foi diminuir o número de agendamentos. Antes os atendimentos eram ofertados para 400 veículos, porém o número reduziu para 260. A preocupação é com a frota de carros que continua crescendo no município. Não podemos esquecer que existe uma demanda de veículos que necessitam ser vistoriados para continuar circulando pelas ruas. Além disso, ainda precisamos atender as pessoas que tiveram o carro reprovado e acabam voltando no dia seguinte para renovar a licença - disse.

Ele informou ainda que o posto tem seis linhas de vistorias, feitas por nove funcionários.

- Esse número de funcionários sofre um acréscimo na parte da tarde, aumentando para 10 vistoriadores. Além disso, contamos com técnicos que realizam a manutenção das máquinas. Acredito que a solução para diminuir o congestionamento é a ampliação do posto de vistoria. As demais alterações resolverão de maneira momentânea as reclamações relacionadas aos postos - completou.

Posto de apreensão

Por volta das 17 horas de ontem, aproximadamente 25 pessoas estavam aguardando o atendimento para liberação dos veículos apreendidos em blitzes, no posto do Jardim Guanabara. O motorista Valério dos Santos Andrei reclamou da demora e do excesso de burocracia para conseguir voltar para casa com o veículo.

- Estava com a documentação atrasada há três dias. O valor do guincho e da diária é muito grande. Vale a pena correr e pagar a quantia, pois o acúmulo pode gerar uma dívida - afirmou.

Antônio de Oliveira - que estava acompanhando a filha que teve o carro apreendido - declarou que todas as taxas de renovação já tinham sido pagas, porém a vistoria não tinha sido marcada.

- Antes o problema era com a demora no atendimento. Agora a situação mudou, já que as opções de dias são poucas. Minha filha tentou agendar mais não conseguiu. O Detran precisa arrumar uma forma para viabilizar as vistorias. Se o problema não for solucionado, outras pessoas vão passar pela mesma situação que a minha filha. Sem falar nos valores absurdos que são cobrados. Os órgãos esquecem que os condutores contribuem com impostos e que precisam do retorno por meio da prestação de serviço - reclamou.

Jorge Luiz contou que foi obrigado a pagar R$ 1,3 mil pelos cinco dias em que o veículo ficou apreendido no depósito. Ele falou que o maior problema é com a demora da liberação do carro, já que documentos desnecessários são exigidos.

- Eles pedem os documentos do financiamento do carro. Infelizmente essa regularização é demorada e acaba sendo custosa para o condutor. Parece que é do interesse deles que o veículo fique parado no depósito. Além disso, eles não estão só recolhendo por falta de documentação. Existem carros que são levados para o depósito em função de uma lanterna quebrada. Isto é um problema que poderia ser resolvido facilmente - afirmou.

Auxílio policial

O comandante do 28º BPM (Batalhão de Polícia Militar), coronel Igor Magalhães, afirmou que o papel da corporação durante as blitzes é apoiar e preservar a integridade física dos agentes do Detran.

- O órgão solicita o apoio da PM, através de ofício. A base do nosso trabalho é a preservação dos agentes, porém, em situações extraordinárias os policiais realizarão as ocorrências normalmente - disse.

O comandante da Guarda Municipal de Volta Redonda, major Luiz Henrique Barbosa, explicou que o órgão é totalmente favorável às blitzes, já que as operações diminuem consideravelmente o número de acidentes.

- Essa iniciativa também força as pessoas a andarem habilitadas. Volta Redonda é uma cidade diferenciada, onde mais de 90% das ruas são sinalizadas. Então, o fator veículo e condutor precisa ser checado. Acho que quem está certo não reclama das blitz. O Código de Trânsito Brasileiro foi instituído com o objetivo de salvar vidas e deve ser seguir criteriosamente - disse.

Prefeitura de BM critica atuação do Detran

A prefeitura de Barra Mansa informou, através de nota, que está insatisfeita com a forma como o Detran está realizando fiscalizações de veículos na cidade.

De acordo com o secretário municipal de Ordem Pública, Ebison Diettrich, o governo não se posiciona contra as operações do órgão, mas reconhece o grande número de contratempos decorrentes das numerosas fiscalizações.

- Nós acreditamos que se o Detran concentrasse seus esforços para aprimorar o atendimento nas vistorias e preparasse melhor seus funcionários, isso tornaria o trabalho mais eficiente e não haveria necessidade de fiscalizações tão frequentes - argumentou.
Diettrich garantiu que a prefeitura continuará buscando meios de remediar a situação.

- Vamos pedir o intermédio de autoridades do governo do Estado para que este problema seja resolvido pacificamente, tendo em vista que essas operações não estão acontecendo apenas em Barra Mansa. Por isso, pedimos à população que tenha paciência - disse.

Posicionamento do Detran

O órgão informou, por meio de nota, que as operações estão sendo feitas em todas as cidades, e que pretende dar continuidade nas operações. Além disso, o Departamento orientou que os proprietários devem retirar o veículo no prazo de 90 dias, sendo sujeito a leilão após o período.

O Detran alertou que, mesmo com a vistoria marcada, os veículos que não estiverem licenciados serão levados para o depósito, passando por toda a burocracia natural para a posterior liberação.



Tabela de taxas de diárias e remoção

Classificação                                                   Taxa de Diária                     Taxa de Remoção
Leve A (moto, motoneta e ciclomotor)                  R$ 30,43                            R$ 56,69
Leve B (automóvel, utilitário até 8 passageiros, caminhonete, camioneta, triciclo e quadriciclo)                                                          R$ 66,48                              R$ 140,32
Leve C (utilitário acima de 8 passageiros ou de transporte de carga)                                                                  R$ 104,92                            R$ 203,22
Pesado (ônibus e caminhão)                               R$ 129,09                            R$ 286,67



Mãe leva Habilitação para o filho e acaba presa


Uma mulher foi presa por desacato - durante uma fiscalização do Detran -, no início da tarde de ontem, por volta das 12 horas, Rua da Ribeira, no Santo Agostinho. A mulher levou a Carteira de Habilitação para o seu filho que estava tendo o veículo, um I30, placa KNZ-4160, apreendido pelo órgão. Ao chegar no local, o veículo já estava lacrado e sendo levado para o depósito.

- Ela chegou ao local com a carteira do filho, porém tentou impedir que o veículo fosse apreendido. A mulher ainda falou de forma áspera com os policiais que estavam fazendo a segurança dos agentes. O PM deu voz de prisão para a mulher que foi levada para a delegacia algemada. Ela assinou o termo de compromisso e foi liberada. Além disso, a mulher também foi autuada pelo crime de desacato - disse o delegado adjunto da 93ª DP, Márcio Figueroa.



Deputados da região falam sobre operações do órgão

Joseane Ramos

joseane.ramos@diariodovale.com.br


Deputados da região falaram sobre as operações feitas pelo Detran.O deputado estadual Gotardo Netto (PSB) disse que, há duas semanas, solicitou uma audiência com o diretor do Detran, Fernando Avelino. Ele afirmou que a fiscalização de irregularidades é uma situação plausível, mas o excesso de blitzes na região é inadmissível.

- A questão da Lei Seca, por exemplo, é uma situação indiscutível. Eu acho que o Detran estando nas ruas para verificar irregularidades diminui os riscos de acidentes, mas o órgão tem que dar às pessoas o direito de se regularizar. Às vezes o condutor não tem dinheiro para pagar as vistorias - disse.

Sobre o fato de constantemente motoristas terem seus veículos apreendidos mesmo tendo agendado a vistoria, Gotardo argumentou que, contra isso, o órgão tem condições de verificar se existe agendamento previsto para o veículo. Ele salientou que pretende discutir sobre a verificação de marcação de vistorias também na audiência.

- A proposta é boa, mas o Detran tem condições, por exemplo, de enxergar se existe agendamento de vistoria. Precisamos rever a questão dos excessos e a postura do próprio Detran. Por isso, solicitei a reunião. Ainda não recebi resposta sobre o agendamento da audiência - informou.

O deputado estadual Nelson Gonçalves (PMDB) declarou que também vai solicitar informações ao Detran. Para ele, "é importante saber a periodicidade das blitz e o motivo das ações".

- Pedirei informações ao Detran sobre estas blitzes na nossa região. É importante que sejamos informados da periodicidade e o motivo pelo qual tem levado estas ações a acontecerem de forma intensa, principalmente na nossa cidade - declarou.

Nelson Gonçalves enfatizou ainda que considera fundamental o acompanhamento das ações desenvolvidas pelo órgão.

- Independente da legalidade destas blitzes é fundamental que estas ações sejam devidamente acompanhadas - enfatizou.

A deputada Inês Pandeló (PT) enfatizou que está preparando dois procedimentos sobre o assunto, a serem apresentados na Alerj, na volta do recesso parlamentar. Ela ressaltou que "está preocupada com o número de blitzes realizadas nos municípios".

- Logicamente que eu acho importante fiscalizar, mas sou contra, por exemplo, blitzes que apreendem veículos que estão com taxa paga, e apenas aguardando agendamento. O primeiro procedimento é isentar de vistorias os veículos com até cinco anos de fabricação, porque as concessionárias fazem vistorias, e os veículos estão relativamente novos. O outro procedimento é pedir informações ao Detran sobre o número de blitz, o procedimento de cada fiscalização e quantos veículos foram apreendidos. Além disso, também busco saber o valor das multas e das diárias que são cobradas por causa dos depósitos - disse.

A petista informou que enviou ao Detran Barra Mansa um ofício solicitando melhorias no sistema de atendimento aos condutores. Ela relatou que as filas e a demora no atendimento estariam incomodando os motoristas.

- As facilidades, como a redução do IPI, aumentaram a frota, e com isso aumentou o número de carros que procuram o Detran para regularizar. Em Barra Mansa, mandei um ofício e houve redução das filas. Eu defendo que o agendamento seja mais rápido - informou.

A deputada estadual Cida Diogo (PT) disse que está acompanhando as atividades da Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj, que já foi notificada sobre as constantes reclamações dos condutores sobre as blitz intensas. Segundo a petista, o colegiado está se movimentando.

- Os excessos têm acontecido não só na região, mas em todo o estado. A situação tem que ser conversada. Tem que haver a fiscalização, assim como a lei seca, mas estão excedendo no papel. Estou acompanhando o trabalho da comissão, porque as atividades de um colegiado tem mais impacto do que ações individuais - disse.

Cida Diogo afirmou ainda que "seria fundamental a criação de normas internas para fiscalização".

- Precisamos forçar, de alguma maneira, para que haja aberturas de diálogos com o Detran. Acredito que o órgão também tem que fazer uma norma interna, para ter cuidado de não ir além - finalizou.

O DIÁRIO DO VALE tentou contato com o deputado estadual Edson Albertassi (PMDB), mas até o fechamento desta edição não recebeu retorno das ligações.


Deixe a raiva secar


Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Julia sua amiguinha, veio bem cedo convida-la para brincar.

Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manha. Julia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.

Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme pôr aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.

Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: Esta vendo, mamãe, o que a Julia fez comigo?

Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Julia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:

- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa?

Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.

Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois e, minha filha! Com a raiva e a mesma coisa.

Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão.

Logo depois alguém tocou a campainha. Era Julia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atras da gente?

Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Ai ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.

Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim.

Não foi minha culpa.

Não tem problema, disse Mariana, minha raiva ja secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar historia do vestido novo que havia sujado de barro.


Energia

Célula solar produz dois elétrons para cada fóton


Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/07/2013

Célula solar produz dois elétrons para cada fóton
A aparente mágica foi possível graças a um processo quântico chamado fissão de singletos, que emerge em semicondutores orgânicos. [Imagem: Daniel Congreve et al./Science]

Em uma célula solar tradicional, formadas pelas chamadas junções semicondutoras, cada fóton que chega produz um elétron, que é capturado na forma de eletricidade.

Fazendo os cálculos, chega-se ao chamado limite de eficiência de Shockley-Queisser, que estabelece que a eficiência na conversão luz-eletricidade desses componentes nunca passará dos 34% - isso no caso de uma otimização ideal.

Mas Daniel Congreve e seus colegas do MIT, nos Estados Unidos, deram um jeito de superar esse limite.

Eles desenvolveram uma célula solar feita com um um material semicondutor orgânico, chamado pentaceno, que gera não um, mas dois elétrons por fóton incidente.

Com isto, eles obtiveram uma eficiência na geração de energia elétrica acima dos 100%.

Fissão de singletos

A aparente mágica foi possível graças a um processo quântico chamado fissão de singletos, que emerge em alguns semicondutores orgânicos.

Já se sabia que o material usado era capaz de produzir dois excitons a partir de um único fóton - um exciton é um par formado por um elétron e seu correlato positivo, a lacuna.

A grande novidade foi incorporar essa geração de excitons dentro de um componente fotovoltaico, o que o tornou capaz de gerar mais de um elétron por fóton.

Na nova célula solar, a fissão de singletos transforma os fótons singletos, ou excitons, em dois estados tripleto, cada um com metade da energia do estado singleto inicial.

Apesar do esquema "dois elétrons para cada fóton", a eficiência global da célula solar experimental ainda é baixa - menos de 2%.

Isto porque o processo aproveita uma faixa de comprimentos de onda muito estreita, perdendo a maior parte da luz.

Contudo, os pesquisadores se mostraram otimistas em que a fissão de singletos possa ser usada para aumentar a eficiências das células solares orgânicas tradicionais, que podem ser muito baratas, flexíveis e transparentes, mas ainda perdem em rendimento para as tradicionais células solares de silício.
Energia

Célula solar produz dois elétrons para cada fóton


Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/07/2013

Célula solar produz dois elétrons para cada fóton
A aparente mágica foi possível graças a um processo quântico chamado fissão de singletos, que emerge em semicondutores orgânicos. [Imagem: Daniel Congreve et al./Science]

Em uma célula solar tradicional, formadas pelas chamadas junções semicondutoras, cada fóton que chega produz um elétron, que é capturado na forma de eletricidade.

Fazendo os cálculos, chega-se ao chamado limite de eficiência de Shockley-Queisser, que estabelece que a eficiência na conversão luz-eletricidade desses componentes nunca passará dos 34% - isso no caso de uma otimização ideal.

Mas Daniel Congreve e seus colegas do MIT, nos Estados Unidos, deram um jeito de superar esse limite.

Eles desenvolveram uma célula solar feita com um um material semicondutor orgânico, chamado pentaceno, que gera não um, mas dois elétrons por fóton incidente.

Com isto, eles obtiveram uma eficiência na geração de energia elétrica acima dos 100%.

Fissão de singletos

A aparente mágica foi possível graças a um processo quântico chamado fissão de singletos, que emerge em alguns semicondutores orgânicos.

Já se sabia que o material usado era capaz de produzir dois excitons a partir de um único fóton - um exciton é um par formado por um elétron e seu correlato positivo, a lacuna.

A grande novidade foi incorporar essa geração de excitons dentro de um componente fotovoltaico, o que o tornou capaz de gerar mais de um elétron por fóton.

Na nova célula solar, a fissão de singletos transforma os fótons singletos, ou excitons, em dois estados tripleto, cada um com metade da energia do estado singleto inicial.

Apesar do esquema "dois elétrons para cada fóton", a eficiência global da célula solar experimental ainda é baixa - menos de 2%.

Isto porque o processo aproveita uma faixa de comprimentos de onda muito estreita, perdendo a maior parte da luz.

Contudo, os pesquisadores se mostraram otimistas em que a fissão de singletos possa ser usada para aumentar a eficiências das células solares orgânicas tradicionais, que podem ser muito baratas, flexíveis e transparentes, mas ainda perdem em rendimento para as tradicionais células solares de silício.
Eletrônica

Transístor molecular estreia em chip de grafeno


Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/07/2013

Transístor molecular funciona em chip de grafeno
O transístor molecular servirá como plataforma de testes para todos os componentes eletrônicos moleculares que vierem a ser desenvolvidos no futuro. [Imagem: Tao li et al./Advanced Materials]

Desde o surgimento do primeiro transístor molecular prático, em 2009, os cientistas sonham em virar o campo da eletrônica de cabeça para baixo, começando a fabricar os circuitos a partir de moléculas individuais.

E eles parecem estar no caminho certo.

Agora, pela primeira vez, um transístor feito de apenas uma camada molecular foi posto para funcionar onde realmente importa: em um chip de computador.

O circuito integrado molecular foi criado por um grupo de químicos e físicos da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e da Academia Chinesa de Ciências.

O avanço foi possível graças a um uso inovador do grafeno.

Teste de componentes moleculares

Kasper Norgaard e seus colegas afirmam que o grande avanço do chip de grafeno é que ele vai servir como uma plataforma de testes para todos os componentes eletrônicos moleculares que vierem a ser desenvolvidos no futuro.

Mas ele também está confiante de que o dispositivo representa um primeiro passo para a fabricação de circuitos integrados moleculares práticos.

"O grafeno tem algumas propriedades muito interessantes, que não podem ser igualadas por nenhum outro material. O que mostramos agora é que é possível integrar um componente funcional em um chip de grafeno", diz Norgaard, que já havia sido responsável por encontrar uma solução para os curtos-circuitos que ocorrem na eletrônica molecular.

O transístor molecular montado sobre o grafeno é ligado e desligado por um pulso de luz, aproveitando outra propriedade peculiar do grafeno: mesmo sendo inteiramente feito de carbono, ele é quase completamente transparente.

Transístor molecular funciona em chip de grafeno
Componentes eletrônicos moleculares poderão ser fabricados por síntese química, aos bilhões, o que poderá torná-los muito baratos. [Imagem: Jes Andersen/Universidade de Copenhague]

Vantagens da eletrônica molecular

Os componentes eletrônicos moleculares são muito interessantes não apenas por causa da miniaturização extrema que permitem, mas também porque, ao contrário dos componentes tradicionais, eles não necessitam de metais pesados ou outros elementos raros e caros.

Os transistores moleculares poderão ser fabricados a partir de moléculas individuais, utilizando a síntese química. Assim, eles deverão ser também mais baratos.

Infelizmente, tem sido extremamente difícil testar a funcionalidade dessas moléculas eletrônicas, travando o desenvolvimento de toda a eletrônica molecular.

Com o novo chip de grafeno, os pesquisadores agora poderão colocar suas moléculas umas juntas das outras com grande precisão.

Isso tornará mais rápido e mais fácil testar a funcionalidade de nanofios, contatos, diodos e transistores, de modo que os químicos saberão na hora se precisam voltar para suas provetas para desenvolver moléculas mais funcionais, afirmou Norgaard.
Nanotecnologia

Microfoguete submarino é alimentado pela própria água do mar


Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/07/2013

Microfoguete submarino é alimentado pela água do mar
Quando a água do mar, rica em cloretos, reage com o magnésio, são liberadas bolhas de hidrogênio, que fornecem a propulsão para o micromotor. [Imagem: Wei Gao et al./Nanoscale]

Em 2011, a equipe do professor Joseph Wang, da Universidade da Califórnia, criou um microfoguete com potencial para navegar pelo sangue e capturar células doentes.

Isso com muitas modificações, porque o micromotor precisava estar mergulhado em uma solução que contivesse seu combustível, o peróxido de hidrogênio.

Um ano depois, eles superaram essa deficiência, criando um microfoguete que levava seu próprio combustível.

Agora, eles ampliaram sua família de possibilidades, sempre com o foco de encontrar as condições adequadas para fazer seus micromotores moverem-se no interior de seres vivos.

Desta vez, o combustível ficou mais simples e mais benigno - o microfoguete é impulsionado pela água do mar.

Os micromotores são formados por micropartículas de magnésio recobertas por uma camada de níquel e ouro, que permitem que o foguete seja guiado magneticamente.

Quando a água do mar, rica em cloretos, reage com o magnésio, são liberadas bolhas de hidrogênio, que fornecem a propulsão para o micromotor.

A liberação contínua das bolhas de hidrogênio dá ao pequeno veículo uma velocidade considerável, percorrendo três vezes seu comprimento a cada segundo, o equivalente a 90 micrômetros/s-1.

Embora ainda não possam ser usados no corpo humano, Wang afirma que a propulsão na água do mar poderá tornar os micromotores úteis em pesquisas para a retirada de gotas de óleo e outros contaminantes na água do mar.
Materiais Avançados

Brasil desenvolve tecnologia inédita para fabricar fibra de carbono


Com informações da Agência Brasil - 08/07/2013

Brasil desenvolve tecnologia inédita para fabricar fibra de carbono
A grande novidade da pesquisa brasileira é a matéria-prima usada para obter as fibras de carbono, o piche de petróleo, o resíduo do processamento do óleo, praticamente sem valor comercial.[Imagem: Agência Brasil]

O Brasil desenvolveu uma tecnologia inédita com fibra de carbono, mais barata e tão resistente quanto às comercializadas no mercado internacional.

A pesquisa foi desenvolvida pelo Exército Brasileiro em parceria com a Petrobras.

Muito usada na indústria da aeronáutica e automobilística a fibra de carbono diminui o peso dos materiais sem perder a resistência.

Mas a grande novidade da pesquisa brasileira é a matéria-prima usada para obter as fibras de carbono - o piche de petróleo.

A fibra de carbono de piche já é produzida comercialmente no Japão e nos EUA, mas a partir do piche de alcatrão ou sintético (substâncias químicas puras), e com o preço de comercialização variando entre US$ 50 e US$ 1 mil o quilograma.

O alto custo faz com que o material, que substitui sobretudo o aço e alumínio, seja mais usado em veículos de luxo, carros de Fórmula-1, aviões e foguetes.

De acordo com o gerente do Projeto Carbono, do Centro Tecnológico do Exército (CTEx), Major Alexandre Taschetto, a vantagem da invenção brasileira é que os derivados do petróleo - ou "fundo do barril de petróleo" - não têm mercado significativo, o que ajuda a baratear a fibra de carbono brasileira e viabilizar o uso em larga escala.

"Avaliamos que a fibra de carbono de piche de petróleo brasileira pode custar entre US$ 10 a US$ 15 por quilo. A indústria automobilística avalia que, se o custo da fibra estiver abaixo de US$15 por quilo, já compensa substituir o aço por fibra em maiores quantidades", explicou o major.

Taschetto explicou ainda que, para o Exército, a nova tecnologia também é muito útil na fabricação de materiais mais leves para os soldados, "desde equipamentos individuais, como capacete, armamento leve, como pistola e fuzil, até armamento pesado, como metralhadora, morteiro, além de peças para viaturas mais leves".

A produção em escala industrial do material ainda está em estudos pela Petrobras.

O produto produzido em escala semi-industrial será apresentado no Congresso Mundial de Pesquisadores da Área de Carbono (Carbon 2013), entre os dias 15 e 19 de julho, no Rio de Janeiro.
Meio ambiente

Barco solar vai transportar estudantes na Amazônia


Com informações do MCTI - 08/07/2013

Barco solar: tecnologia social vai transportar estudantes na Amazônia
Além de levar estudantes para a escola, a embarcação será útil para levar suprimentos aos moradores de comunidades ribeirinhas.[Imagem: MCTI]

Há anos uma equipe da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) trabalha no desenvolvimento de barcos solares.

Embora use as competições como banco de provas para o desenvolvimento de tecnologias que permitam a aplicação da energia solar fotovoltaica para a propulsão de barcos, o trabalho agora começa a dar frutos sociais.

A mais recente delas é o projeto de um barco solar fotovoltaico para ser usado como um meio alternativo de transporte fluvial na Amazônia.

Financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pelo CNPq, o barco foi projetado considerando as condições climáticas e geográficas da Amazônia.

O objetivo principal do projeto será transportar estudantes para a escola, mas a embarcação será útil também para levar suprimentos aos moradores de comunidades ribeirinhas.

Barco solar: tecnologia social vai transportar estudantes na Amazônia
Por meio da equipe Vento Sul, o grupo da UFSC participa de competições internacionais de barcos solares. [Imagem: UFSC]

Mercado

O barco já está pronto, mas ficará ancorado na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro até meados de Agosto. Com o apoio da Universidade Federal do Pará, ele deverá ser levado à comunidade de Santa Rosa, no município de Barcarena, próximo a Belém.

Atualmente, o trajeto escolar no local é realizado por pequenas embarcações movidas a diesel, que poluem os leitos dos rios e estressam os animais por causa do ruído.

Segundo Ricardo Rüter, professor da UFSC, o próximo passo será fabricar outros barcos para que eles possam chegar ao mercado como uma alternativa de transporte, não apenas para o Norte, mas para outros locais do país.

A USP (Universidade de São Paulo) também já construiu seu barco solar, uma versão não tripulada voltada para o monitoramento ambiental.