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7 de abr. de 2016

ADRIANO MARTINS: 7 de abril de 2011 - Massacre em Realengo no Rio d...

ADRIANO MARTINS: 7 de abril de 2011 - Massacre em Realengo no Rio d...: Uma manhã ensolarada de quinta-feira, por volta das 8h30min da manhã (horário de Brasília), na Escola Municipal Tasso da Silveira, locali...

7 de abril de 2011 - Massacre em Realengo no Rio de Janeiro!

Uma manhã ensolarada de quinta-feira, por volta das 8h30min da manhã (horário de Brasília), na Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, aconteceu uma tragédia. 

ex-aluno da mesma escola, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola armado com dois revólveres e começou a disparar contra os alunos presentes, matando doze deles, com idade entre 13 e 16 anos, e deixando mais de treze feridos. Oliveira foi interceptado por policiais, cometendo suicídio.



A motivação do crime figura incerta, porém a nota de suicídio de Wellington e o testemunho público de sua irmã adotiva e o de um colega próximo apontam que o atirador era reservado, sofria bullying e pesquisava muito sobre assuntos ligados a atentados terroristas e a grupos religiosos fundamentalistas. O crime causou comoção no país e teve ampla repercussão em noticiários internacionais. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, decretou luto nacional de três dias em virtude das mortes.

Wellington Menezes de Oliveira, carioca, nasceu em 13 de julho de
1987. Cursou na Escola Municipal Tasso da Silveira até a 8ª série (9º ano atualmente).

Wellington era filho adotivo de Dicéa Menezes de Oliveira, o caçula de cinco irmãos e foi adotado ainda bebê. Sua mãe biológica sofria de problemas mentais e chegou a tentar se matar. É descrito por familiares e conhecidos como um rapaz calado, tímido, introspectivo, que não se metia em problemas nem desrespeitava regras. Sua mãe adotiva, que morreu em 2010, era testemunha de Jeová; Wellington também chegou a frequentar a religião, mas nunca havia se tornado adepto. Era uma pessoa calada, tímida e passava boa parte de seu tempo navegando na internet.





Em entrevista concedida no dia 13 de abril, os familiares confirmaram que Wellington era muito fechado e introspectivo, que só se relacionava com as pessoas pela Internet, tinha poucos amigos e não participava da vida familiar, passando quase todo o tempo diante do computador. Sendo adotado por uma mulher já com mais de cinquenta anos e tendo irmãos já casados, foi tratado de modo distinto pela mãe, que imaginava ter que deixá-lo muito cedo devido à idade.

Ela é descrita como um porto seguro para Wellington e a morte dela agravou sua doença psiquiátrica, já conhecida da família e com uma tentativa de tratamento com psicólogo, que foi abandonada pelo rapaz. Ele acompanhava reuniões das testemunha de Jeová com a mãe, muito religiosa, não tendo se tornado adepto da religião e também não tinha ligação com grupos islâmicos, como a mídia inicialmente falou, embora tenha procurado outras religiões quando se desligou das TJ. Os parentes se dizem surpresos com o crime e com medo de se exporem publicamente.





Wellington se refere desta forma, em uma carta, ao bullying sofrido na escola: "Muitas vezes aconteceu comigo de ser agredido por um grupo, e todos os que estavam por perto debochavam, se divertiam com as humilhações que eu sofria, sem se importar com meus sentimentos". E, conforme o depoimento de um ex-colega: "Certa vez no colégio pegaram Wellington de cabeça para baixo, botaram dentro da privada e deram descarga. Algumas pessoas instigavam as meninas: 'Vai lá, mexe com ele'. Ou até incentivo delas mesmo: 'Vamos brincar com ele, vamos sacanear'. As meninas passavam a mão nele (...). Esses maus-tratos aconteceram em 2001. Naquele ano, em 11 de setembro, o maior ataque terrorista de todos os tempos virou obsessão para Wellington".








Após a morte de Dona Dicéa, os irmãos vasculharam o computador do jovem e descobriram que ele fazia muitas pesquisas sobre armamentos. Descobriu-se que ele comprou dois revólveres e um carregador rápido, bem como tomou aulas de tiro, havendo evidência de que planejava a ação desde o ano anterior, sempre com intenção de vingança e com admiração por atos terroristas.



Durante a execução da chacina, cometeu suicídio após ser baleado na barriga. Seu corpo foi enterrado no Cemitério do Caju em 22 de abril, após quinze dias no IML, sem a presença de nenhum parente, somente dos coveiros, numa cova rasa e sem lápide. Não se fez nenhum dos procedimentos que ele havia pedido na carta de suicídio.

22 de mar. de 2016

Nazismob

Dia Mundial da Água - 22 de Maro de 2016

Bom dia!
Terça-feira, 22 de março de 2016.
Dia Mundial da Água

O tema do Dia Mundial da Água 2016 é “Água e Empregos”.

Esta data foi criada com o objetivo de alertar a população internacional sobre a importância da preservação da água para a sobrevivência de todos os ecossistemas do planeta.
Para isso, todos os anos o Dia Mundial da Água aborda um tema específico sobre este mineral de extrema e absoluta importância para a existência da vida.

A conscientização sobre a urgência da economia deste recurso natural e como utilizado com cuidado é uma das principais metas do Dia da Água.

A água limpa e potável é um direito humano garantido por lei desde 2010, de acordo com a Organização das Nações Unidas – ONU.

Mesmo o planeta Terra sendo constituído aproximadamente 70% de água, apenas 0,7% de toda a água do mundo é potável, ou seja, adequada para o consumo humano.
Origem do Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi instituído pela Organização das Nações Unidas - ONU, através da resolução A/RES/47/193 de 21 de fevereiro de 1993, determinando que o dia 22 de março seria a data oficial para comemorar e realizar atividades de reflexão sobre o significado da água para a vida na Terra.

Neste mesmo dia, a ONU lançou a Declaração Universal dos Direitos da Água, que apresenta entre as principais normas:

1. A água faz parte do patrimônio do planeta;
2. A água é a seiva do nosso planeta;
3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados;
4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos;
5. A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores;
6. A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo;
7. A água não deve ser desperdiçada nem poluída, nem envenenada;
8. A utilização da água implica respeito à lei;
9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social;
10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
Atividades para o Dia Mundial da Água
Alunos, pais e professores podem aproveitar o Dia da Água para promover diversas atividades que auxiliem a conscientizar a população em geral sobre a importância da preservação da água, por exemplo:

• Fazer uma peça de teatro sobre como seria a vida sem água;
• Fazer desenhos sobre como as pessoas deveriam preservar melhor a água;
• Fazer um vídeo mostrando alguns cuidados básicos que toda pessoa pode ter para ajudar a preservar a água;
• Fazer um debate sobre as consequências da falta de água potável no mundo;

12 de jan. de 2016

Os jovens e a Educação

Uma das principais insatisfações dos jovens que estão no Ensino médio está ligada ao fato de eles não verem relação entre o que têm de aprender na Escola e suas reflexões sobre a vida e o futuro. Essa clara ausência de conexão entre a realidade e as expectativas de futuro desses Alunos e o modelo e o currículo do Ensino médio tem origem no próprio modelo dessa etapa, que se tornou mera extensão do Ensino fundamental – como se essa faixa etária não tivesse especificidades ou os jovens fossem ainda crianças com baixa autonomia, sem voz e sem um projeto de vida. As manifestações dos estudantes de São Paulo durante a tentativa do governo estadual de implementar uma reestruturação da rede de Ensino que implicava fechamento de Escolas demonstraram a vontade de protagonizar sua história, participando mais efetivamente da construção de políticas que impactem diretamente seu dia a dia e sua aprendizagem. E isso é uma enorme oportunidade para melhorar profundamente o desenho e, consequentemente, a qualidade da Educação.

Se a Escola de Ensino médio não tem conseguido os resultados esperados em aprendizagem (apenas 9% dos Alunos que concluem essa etapa têm proficiência adequada em matemática) e tem graves problemas de atratividade (a taxa de abandono no 1.º ano, na rede pública, é de 10,6%), repensá-la é um desafio enorme e não pode ser vencido sem a participação concreta dos próprios estudantes.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de estudantes de Ensino médio nas redes estaduais passou de 537 mil em 1971 para 7 milhões em 2014. O acesso a essa etapa da Educação se ampliou de forma extraordinária, mas a Escola continua distante dos jovens, na medida em que o mundo tem mudado e ela, não. Já estamos na segunda década do século 21 e continuamos diante de um abismo.

Na vida, os conhecimentos dialogam entre si, mas na Escola, não; e os jovens são os primeiros a reconhecer essa situação. Os estudantes da periferia das cidades de São Paulo e do Recife ouvidos pela pesquisa “O que pensam os jovens de baixa renda sobre a Escola”, realizada pela Fundação Victor Civita e pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), relataram querer mais atividades práticas, que estejam mais relacionadas com a sua realidade e com seus projetos de vida, e que os Professores apresentem muito mais exemplos do cotidiano para contextualizar e melhorar o aprendizado.

Durante a ocupação das Escolas em São Paulo, por exemplo, os jovens promoveram as mais diversas oficinas e passaram a demandar que essas atividades também sejam reconhecidas, dentro e fora dos muros da Escola, como formas de aprendizagem, deixando de ser um esforço isolado e eventual de um ou outro Educador. Eles parecem não se satisfazer com os discursos de privação de direitos e estão buscando pôr em prática seus sonhos de realização.

A Constituição federal aponta claramente a tarefa da Educação: “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Ora, nada mais distante do que temos hoje nas Escolas, notadamente nas de Ensino médio. Seria possível discorrer longamente sobre a falta de propostas e de adequada formação dos Professores para garantir aos Alunos pleno desenvolvimento e preparo para a cidadania. Focarei aqui a dimensão que é consequência das duas primeiras, mas igualmente importante: a qualificação para o trabalho.

Se as carreiras antes eram estáveis ao longo da vida profissional de um indivíduo, caminhando por trilhas hierárquicas bem definidas, estreitas e afuniladas, hoje o trajeto poderia ser comparado com o da água pelo curso de um rio, mudando conforme a direção das margens, ajustando-se por entre as pedras, dividindo-se quando a foz toma a forma de delta. As carreiras no século 21 são – e serão cada vez mais – dinâmicas, diversificadas, nascidas da inovação. As trajetórias são menos lineares, imprevisíveis, e não se esgotam dentro de uma única área de conhecimento.

Por isso é preciso realizar mudanças estruturais no sistema educacional, mais especialmente no Ensino médio e no profissionalizante.

Um passo importante é diversificar a etapa, de modo que ela seja constituída de uma parte comum a todos e de outra que atenda à escolha dos Alunos. A parte comum deverá, obviamente, estar de acordo com a Base Nacional Comum (BNC) em construção no Ministério da Educação, atualmente aberta à consulta pública. Para isso a BNC não pode ocupar todo o tempo dos estudantes e não deve ceder à tentação e à pressão de abrigar tudo o que os mais diversos interessados gostariam que ela contivesse. Ela deve garantir aos jovens o aprendizado para o pleno exercício da vida como cidadãos e dar-lhes condições de prosseguir aprendendo na sua área de interesse.

A Educação profissional, nessa configuração, deveria ser uma das opções de diversificação do Ensino médio, e não uma modalidade sobreposta, como é hoje, em que o conhecimento técnico é somado ao currículo excessivamente acadêmico. O seu desenho deve ser flexível o suficiente para possibilitar ao mesmo tempo a entrada qualificada dos jovens no mercado de trabalho e o seu ingresso no Ensino superior, permitindo, por exemplo, que eles cursem a etapa já com ênfase no tema do curso superior que almejam.

Os caminhos para essas importantes e necessárias mudanças, como os propostos aqui, existem e já vêm sendo debatidos no País. No entanto, precisam avançar mais de acordo com a velocidade imposta pelas mudanças que estão ocorrendo na sociedade, e agora mais ainda, diante dos bons ventos que nos trazem os Alunos de São Paulo. Não há tempo a perder.

6 de ago. de 2015

A Ferida aberta da Bomba Atômica

Passaram-se sete décadas, mas o tempo ainda não foi suficiente para curar as feridas deixadas pela primeira bomba atômica, detonada em Hiroshima, no Japão, às 8h15 do dia 6 de agosto, uma segunda-feira quente de verão.

"Para garantir que tal sofrimento nuclear nunca ocorra novamente, é preciso apelar não só para o desarmamento, mas para a abolição das armas nucleares", não cansa de repetir Nobuo Miyake, 86, sobrevivente do bombardeio norte-americano.
Naquele dia, Miyake, então com 16 anos, andava de bonde.
Estava a menos de dois quilômetros de distância do hipocentro –o ponto em terra exatamente abaixo da detonação– quando o ataque ocorreu, e só sobreviveu porque decidiu instantaneamente saltar do veículo.
Desde 1980, ele percorre o mundo contando aquilo que define como "inferno na Terra". "Se uma guerra nuclear acontecesse em qualquer lugar hoje, não haveria inimigo ou aliado; o mundo inteiro iria sofrer, e isso levaria à extinção da humanidade", diz o japonês.
Passaram três meses no navio da ONG Peace Boat, que desde 2008 organiza o projeto "Viagem por um mundo sem arma nuclear".
"Já foi levado mais de 150 sobreviventes de Hiroshima e de Nagasaki [onde explodiu a segunda bomba atômica americana, três dias depois] a várias partes do mundo para darem testemunhos e pedirem a abolição nuclear",
"A idade média dos sobreviventes chegou a 80 anos, então, o tempo que resta para eles enviarem essas mensagens urgentes em primeira mão é muito curto".
Por isso, as histórias de sobreviventes já são consideradas relíquias por entidades e autoridades do Japão, que tentam manter esse conhecimento de quem vivenciou a guerra incólume ao tempo.
ESTIGMA
Do pouco mais de um milhão de japoneses classificados como "hibakusha", ou "pessoa afetada pela explosão", cerca de 183 mil estão vivos.
A grande maioria tem mais de 80 anos e luta contra doenças e lesões causadas pelo efeito da bomba de sete décadas atrás.
Por anos os "hibakusha" foram discriminados pelos próprios japoneses, que temiam ser contaminados. Por isso, muitos enterraram suas memórias e se calaram por décadas, escondendo os detalhes do pós-ataque até mesmo da família.
Uma pesquisa do jornal "Asahi" mostrou que 76% dos entrevistados afirmam que a história contada diretamente por estes sobreviventes pode ajudar as gerações mais novas a conter o armamento nuclear.
Desde 2010, a publicação mantém um site com depoimentos.
Em 2011, a empresa jornalística colocou no ar a versão em inglês, com o objetivo de divulgar para o mundo todo as tristes histórias (www.asahi.com/hibakusha/english/).
"Ao compartilhar essas mensagens, é esperado que elas contribuam para a compreensão da realidade que os sobreviventes da bomba atômica ainda enfrentam e para os apelos pela abolição de todas as armas nucleares", diz o site.
CONSTITUIÇÃO PACIFISTA
O apelo, entretanto, contradiz as recentes manobras do governo do premiê Shinzo Abe, que conseguiu a aprovação pela câmara baixa do Parlamento de uma mudança na Constituição pacifista do Japão.
Desde o fim da Segunda Guerra (1939-45), o país estava proibido de participar de ações militares. Mas o premiê defende uma posição mais ousada na área da segurança frente ao crescente poderio militar chinês e às ameaças norte-coreanas.
Para Satoshi Hirose, pesquisador e vice-diretor do Centro de Pesquisas para a Abolição das Armas Nucleares (Recna) da Universidade de Nagasaki, muita gente vê o risco atômico como algo do passado ou restrito a Hiroshima e Nagasaki.
"Mas a ameaça de armas nucleares é um perigo claro e presente para todos os seres humanos".
Por isso, o centro se dedica a promover o desarmamento nuclear e a estudar maneiras de acabar com todas as armas nucleares.
O processo em que o Brasil e a Argentina transformaram sua rivalidade nuclear em cooperação mútua é uma forma de colaboração. Acredita-se que pode ser um dos modelos para o Japão para melhorar sua relação com a China e a Coreia do Norte".
Segundo a instituição Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC), criada em 1991, há hoje 15.700 armas nucleares no mundo. A maioria pertence à Rússia (7.500) ou aos EUA (7.200), seguidos por França (300) e China (250).