Ouça a Rádio Acesa FM ou click no icone!

Rádio Acesa Ao vivo

16 de abr. de 2015

Químico suíço descobria o LSD há 72 anos

Químico suíço descobria o LSD há 72 anos

Apresentação Dilson Santa Fé


Há 72 anos, o químico suíço Albert Hofmann descobriu o LSD, uma das mais potentes substâncias alucinógenas conhecidas.

A descoberta aconteceu por acaso, ele aspirou por descuido uma pequena quantidade de pó no laboratório.

Na busca por um estimulante da circulação sanguínea, ele se deparou com o fungo do centeio muito temido na Idade Média. Os camponeses que comiam o pão contaminado com esse fungo tinham confusão mental.

Trocar antigos eletrodomésticos, lâmpadas, aparelhos de ar... tudo isso ajuda a abaixar as contas

Trocar antigos eletrodomésticos, lâmpadas, aparelhos de ar... tudo isso ajuda a abaixar as contas

A palavra de ordem, neste momento, é economizar. Mas vou logo avisando: não é tarefa fácil. Requer atenção, dedicação e muito trabalho. Estou falando da luta diária para baixar as contas da casa e, ao mesmo tempo, não perder qualidade de vida, nem acesso ao conforto. Nem ter um infarto ao abrir o envelope da conta de luz. Na verdade, nos últimos anos descobrimos o conforto e nossas contas ficaram muito mais caras do que gostaríamos e até mesmo do que podemos pagar sem sofrimento. Eu sei, falar é fácil, o difícil é realizar.

Na verdade, economizar significa mudar hábitos e manias, e esta é, com certeza, a dificuldade maior. Durante esta semana procurei entender com técnicos de energia e água, para descobrir o que fazer e para saber como e onde estamos errando mais e como reverter o susto que as contas mensais estão causando. A princípio, economizar é para quem tem dinheiro disponível porque para diminuir custos é preciso gastar um bom dinheiro, trocando equipamentos domésticos de mais de dez anos de uso por outros novos mais econômicos, com selo Procel, com consumo de letra A, dados pelo Inmetro. Sabe aquelas lâmpadas eletrônicas que descobrimos no apagão dos anos 2000? Foram superadas.

Agora, o que tem melhor custo/benefício são as de Led, bem mais caras que as outras, mas muito mais econômicas. Algumas descobertas me surpreenderam e acho que podem ajudar você também: o monitor do computador gasta uma enormidade se ficar ligado sempre, portanto desligue ou configure-o para desligar automaticamente quando você deixar de usar. Sabe aquelas luzes vermelhinhas do microondas, do forno elétrico, da TV que você quase não usa? É o tal do stand by e também deve ser desligado. Não falei que dá trabalho? Sabe o ar modelo Split? Gasta menos que o de janela. Tem um tipo de Split que gasta menos ainda: o inverter. O problema é a instalação destes aparelhos. É mais cara que o aparelho. Eu não disse que é preciso gastar para economizar?

Em relação à água, o SAAE dá várias dicas, desde a captação das águas das chuvas até a instalação de pequenos redutores do consumo nas torneiras (para sair menos água em cada utilização) ou diminuir a saída de água no registro geral. Ou colocar um balde debaixo do seu chuveiro que vai guardar a água que cai enquanto você espera a água chegar à temperatura ideal. Depois você pode usar esta água limpinha para molhar suas plantas ou lavar áreas e quintais, por exemplo. Resumo da ópera: arranjamos mais um trabalho pro nosso dia a dia. Tomara que ajude a diminuir o preço da conta. Eu vou tentar. E você?

7 de abr. de 2015

Rio concentra 60% do total de crianças mortas por policiais, diz ministério


Rio concentra 60% do total de crianças mortas por policiais, diz ministério

Em 12 anos, o Estado do Rio de Janeiro registrou 50 mortes de crianças e adolescentes de até 14 anos em decorrência de intervenções de policiais ou de outros agentes da lei, segundo dados do Ministério da Saúde. Os homicídios ocorridos em território fluminense correspondem a 60% do total de jovens assassinados no Brasil entre 2001 e 2012.

De acordo com o governo federal, policiais e outros agentes da lei mataram, nesse período, 84 vítimas em todo o país. O Ministério da Saúde explicou que esses casos ocorreram em intervenções legais, incluindo atos de detenção e outras ações. As circunstâncias de cada homicídio não foram detalhadas.

Na última quinta-feira (2), o estudante Eduardo de Jesus Ferreira, 10, morador do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, morreu após ser atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça. A Polícia Civil investiga a veracidade do relato da mãe da vítima, Terezinha Maria de Jesus, e a versão corroborada por outras testemunhas: a de que o tiro teria sido feito por um policial militar quando a vítima estava na porta de casa. Já a CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora) informou apenas que o menino foi atingido por um tiro durante confronto entre PMs e traficantes.

A morte de Ferreira não entrou na base estatística do Ministério da Saúde, mas repercutiu com força na mídia e levou o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB), a anunciar uma "reocupação" do Complexo do Alemão, onde outras três pessoas morreram também na semana passada. A região do conjunto de favelas conta com UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).

A DH (Divisão de Homicídios) da Polícia Civil do Rio, que está à frente das investigações, não revelou mais detalhes sobre a investigação. A identidade dos policiais envolvidos na ação também não foi divulgada. Segundo a PM, eles foram afastados do policiamento na rua e respondem a um IPM (Inquérito Policial Militar). As armas foram recolhidas para confronto balístico. 

Indagado sobre estatísticas regionais, o Ministério da Saúde informou que 64 casos se deram na região Sudeste, quatro no Norte, nove no Nordeste, cinco no Sul e duas na região Centro-Oeste. Os dados são do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade).   

Top 10 razões pelas quais a eutanásia não é a solução


Top 10 razões pelas quais a eutanásia não é a solução

Em décadas recentes, aumentaram os debates sobre a eutanásia, a prática de acabar com a vida de uma forma indolor. Uma das maiores controvérsias que cercam a questão, é se deve ou não ser legalizada. Os defensores da eutanásia exigem que a mesma seja legalizada, por ajudar os pacientes sem esperança a terminar o sofrimento deles.

E acreditam que as pessoas têm o direito de fazer o que quiser com o corpo delas, até se isso significa acabar com suas vidas para impedir a dor. Mas os oponentes da prática argumentam que ela deve ser banida. A prática da eutanásia tem muitos resultados indesejáveis e prejudiciais.

Eutanásia é assassinato

assassinato razões pelas quais a eutanásia não é a solução

A eutanásia, que vem da palavra grega eutanatos, significando morte boa ou digna, é o ato consciente de terminar com a vida por retenção de tratamento necessário, a eutanásia passiva.

Ou realizar um procedimento que causa diretamente e rapidamente a morte, a eutanásia ativa. Embora vistas por alguns como benéficas, a eutanásia passiva e ativa são consideradas imorais, pecaminosas, e na mesma categoria do aborto, um assassinato. No Brasil é crime, considerado homicídio.

Eutanásia dá poder de matar aos médicos

poder aos médicos razões pelas quais a eutanásia não e a solução

Os médicos estão habilitados para eutanásia. E isso dá a eles a oportunidade de brincar de Deus e a maioria dos médicos, principalmente aqueles que consideram sua profissão como uma ocupação e não uma paixão, aproveitará esta oportunidade. Isto é especialmente real para aqueles indivíduos sem escrúpulos.                                                                                                            

Eutanásia destrói a confiança do paciente na profissão médica

destrói confiança razões pelas quais a eutanásia não é a solução

Os médicos são as pessoas para os que estão doentes, e fracos e sentindo dor recorrerem como fonte segura. São indivíduos de confiança importantes para orientação e aconselhamento sobre a saúde.

Todos os acham que eles tem poder de curar e salvar vidas. Afinal, é o objetivo principal deles, salvar e não fazer mal. Então a seguinte situação é para refletir, de estar doente, e encontrar o médico de confiança realmente a praticar a eutanásia.

Eutanásia enfraquece a pesquisa médica

enfraquece pesquisa medica razões pelas quais a eutanásia não é a solução.

Compreendemos o motivo de algumas pessoas desejarem se matar. A dor é, em algumas vezes, é demais ao ponto que não é mais suportável para quem está sofrendo.

Mas, uma coisa que muitas pessoas, especialmente aqueles que apoiam a eutanásia, devem perceber que há uma cura para doenças, não importa o quanto pior elas sejam. Mesmo que algumas não sejam ainda descobertas, com o tempo, se tornarão disponíveis. Definitivamente, a eutanásia não é a solução para o enfermo.

Legalização da eutanásia envia uma mensagem de que a vida não vale a pena

vida não vale a pena razões pelas quais a eutanásia não é a solução

Os defensores da eutanásia costumam dizer que a eutanásia é uma forma de morrer com dignidade. Mas isto está errado. A eutanásia está matando e destruindo uma vida.                                                                                     Aceitar que a vida traz, tão bem como lutar até o final, não importa o quanto difícil ou dolorosa, a batalha seja, e esperar pela morte chegar naturalmente é como realmente acontece a morte digna.

Legalização da eutanásia muda a consciência pública

muda consciência publica razões pelas quais a eutanásia não é a solução

A lei é uma ferramenta poderosa que pode ser usada para mudar as crenças das pessoas, comportamento e consciência. Quando uma prática se torna legal e amplamente aceita, a mesma se transforma correta aos olhos da sociedade. Matar jamais deve ser o método correto.

Legalização da eutanásia leva a mais e mais matança

mais e mais matança razões pelas quais a eutanásia não é a solução

Os opositores da eutanásia argumentam que a legalização da mesma levaria a sociedade abaixo, uma ladeira escorregadia perigosa. Uma vez que a eutanásia seja legalmente permitida, as pessoas começarão a concordar que o suicídio é a solução legítima para os problemas da vida.

Eutanásia encoraja as pessoas vulneráveis a terminar com suas vidas

encoraja pessoas vulneráveis razões pelas quais a eutanásia não e a solução

Os defensores da eutanásia promovem a legalização por acreditarem que seja uma forma de proteger as pessoas vulneráveis da morte injusta e oferecer aos pacientes a morte com dignidade desejada e pacífica.

Os opositores da prática contrariam isto com a defesa de que a legalização da eutanásia não protege as pessoas vulneráveis, mas sim pressiona os mesmos a tomar decisões unilateralmente. Suicídio continua sendo suicídio, não importa se é assistido ou não.

As pessoas que solicitam a morte de misericórdia realmente não desejam morrer

não desejam morrer razões pelas quais a eutanásia não é a solução

Em momentos difíceis, especialmente na presença da morte, os pacientes são altamente vulneráveis. Eles não têm o conhecimento e força para compreender totalmente a situação deles, o que geralmente afeta suas decisões.

Muitas pessoas pensam que a principal razão de pacientes procurarem por eutanásia, é por causa da dor associada com a doença, mas a verdade é que se trata do medo do desconhecido.

Eutanásia é desnecessária, há muitas alternativas melhores

há alternativas melhores razões pelas quais a eutanásia não é a solução

As pessoas acreditam que na situação de ser diagnosticado com uma doença terminal, apenas há 2 escolhas, ou morrer lentamente em dor, ou morrer rapidamente com eutanásia. 

E poucos sabem que há outra opção que as pessoas doentes podem escolher, sendo constituída de amor e carinho competente. O maior medo das pessoas diagnosticadas com doença não é a dor física, mas o medo de serem vistos como um encargo e abandonados pelas suas famílias.

2 de abr. de 2015

O racismo fica disfarçado no coração e na mente de muita gente, pronto para vir à tona

Todo mundo gosta de ler e de ouvir notícias boas. Consciente ou inconscientemente, ninguém gosta de notícias ruins. Eu também prefiro as boas. Mas, cá pra nós, estamos num momento em que, digamos assim, as notícias insistem em piorar. Claro que você vai pensar no caso do piloto alemão que, aparentemente, se suicidou levando com ele 149 pessoas, entre elas, 16 adolescentes, o que chocou geral e que, ao que parece, sofria de depressão.

Mas em matéria de notícia ruim, a foto da menina síria, de uns 4 anos de idade, que levanta as mãos pra cima, se rendendo, ao confundir a lente da máquina fotográfica com uma arma me tirou do sério. Foi num campo de refugiados. Muita gente pensou que era falsa, mas a BBC entrevistou o fotógrafo turco Osman Sagirli e ele confirmou não só a foto como o clima de medo e pavor entre crianças vítimas de guerras. Que tristeza! Distante de nós, geograficamente, a gente se entristece ou deprime, muita gente evita ler e ou saber destes casos, e vai levando a vida, no clima ainda bem que não é aqui. Mas aí, como uma bofetada, aparece o caso do menino negro, brasileiro como nós, ali, em São Paulo, que a vendedora da loja chique não quer que frequente ou que fique parado na porta da loja em que ela trabalha. E o racismo, que não sai da pauta, ressurge com muita força. Adormece, finge que não existe, mas está aí, na cara da gente.

Claro, não é só aqui. É no mundo todo. Nos campos de futebol, já vimos dezenas de atos racistas, sempre repetindo o preconceito. Esta semana, nos Estados Unidos, um homem jogou uma casca de banana num humorista que estava no palco, por conta de uma piada que não gostou. Quem era o humorista? Um negro. Aliás, o racismo ressurgiu com muita força em estados americanos, como em Ferguson, Missouri, Estados Unidos, onde o presidente é negro, portanto onde, teoricamente, a igualdade de raças já teria sido conquistada. Mas ao que parece, eles também estão longe desta igualdade. O racismo fica apenas escondido, disfarçado, no coração e na mente de muita gente, latente, pronto para vir à tona. Nos pequenos e grandes gestos e nas palavras.

Repare você mesmo no seu dia a dia, quando reclama da vala a céu aberto das praias e diz: vala negra. Ou quando vai explicar uma situação de dificuldade: a situação está preta ou negra. Ou quando está se referindo a um negro: aquele moreno escuro. Claro que não é só com os negros. Os judeus reclamam quando se usa o verbo judiar. Os gordos são apontados como ponto de referência. Quando a gente acha que já viu de tudo, descobre que não. Que o preconceito tem piorado. Ou será que tem ficado mais visível?

20 de mar. de 2015

Graciliano Ramos

Conheça a tragetória de Graciliano Ramos

Há 62 anos morria no Rio de Janeiro Graciliano Ramos, considerado o melhor ficcionista e prosador do Movimento Modernista. Suas obras, embora tratem de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam também uma visão crítica das relações humanas.

Primeiro de dezesseis irmãos de uma família de classe média do Sertão nordestino, Graciliano Ramos, nasceu em Quebrangulo, em Alagoas, mas na juventude foi para Maceió, onde termina os estudos de segundo grau.

Na busca de novos horizontes, se muda para o Rio de Janeiro, onde passa um tempo trabalhando como jornalista.

Em 1915, volta para Alagoas, indo morar com o pai em Palmeira dos Índios. Lá, se envolve com os problemas da cidade e acaba eleito prefeito em 1927. No entanto, renuncia dois anos após a posse e se muda para Maceió, onde trabalha como diretor da Imprensa Oficial e professor.

Durante a ditadura Vargas, é preso em 1936 sob a acusação de conspiração comunista e é enviado para o presídio de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, com outros 115 presos, onde fica até 1937.

Seu livro “Angústia” é lançado no mês de agosto daquele ano. A principal característica desse romance é a descrição dos estados de alma dos indivíduos, que se questionam o tempo todo sobre si e o mundo. Essa obra foi agraciada com o prêmio “Lima Barreto”, concedido pela “Revista Acadêmica”.

Em 1938, Graciliano Ramos publica o romance “Vidas Secas”. Nesse livro, ele narra a peregrinação silenciosa de quatro pessoas e uma cachorrinha, chamada Baleia, em meio à paisagem hostil do sertão nordestino.

Vidas Secas retrata a realidade brasileira não só da época em que o livro foi escrito, mas também dos dias de hoje, tais como injustiça social, miséria, fome, desigualdade e seca.

Outro livro de destaque na obra de Graciliano Ramos é “Memórias do Cárcere”, no qual ele documenta os momentos vividos na prisão em Ilha Grande. Ao todo, Graciliano Ramos escreveu 14 livros, alguns traduzidos e publicados em vários países.

Em 1963 e 1983, seus livros "Vidas Secas" e "Memórias do Cárcere" são adaptados para o cinema por Nelson Pereira dos Santos. Em 1980, foi a vez do diretor Leon Hirszman levar para as telas o romance "São Bernardo".

Dia da Ordem DeMolay!

A Ordem DeMolay é uma sociedade discreta de princípios filosóficos, fraternais, iniciáticos e filantrópicos, para jovens do sexo masculino com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos. É uma organização neo-templária fundada nos Estados Unidos, em 18 de Março de 1919, pelo maçon Frank Sherman Land patrocinada e mantida pela Maçonaria[carece de fontes], oficialmente desde 1921, que na maioria dos casos cede espaço para as reuniões dos Capítulos DeMolays e Priorados da Ordem da Cavalaria - denominações das células da organização.

A Ordem é inspirada na vida e morte do nobre francês Jacques de Molay, 23º e último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, morto em 18 de março de 1314 junto ao Preceptor da Normandia, Geoffroi de Charney por contestar as falsas acusações de prática de diversas heresias como infidelidade à Igreja, sodomia, adoração de ídolos etc. Pode-se acreditar que o motivo de tais acusações fosse a ambição do Rei Filipe IV, o Belo e o Papa Clemente V, pelas posses da Ordem dos Templários, pois em caso de prisão, os bens do acusado passariam a pertencer ao Estado francês.

A Ordem Demolay possui cerca de 8 milhões de membros em todo o mundo e mais de 200 mil no Brasil. O DeMolay que completa 21 anos de idade, é denominado Sênior DeMolay, perde seu direito a voto e o de ocupar cargos efetivo e passa a poder acompanhar os trabalhos do Capítulo através da "Associação DeMolay Alumni". No Brasil, a Ordem é distribuída em mais de setecentos e noventa capítulos, sendo que os milhares de DeMolays regulares de todos os Estados da federação se reúnem freqüentemente.

No mundo, a Ordem DeMolay pode ser encontrada em vários países como Argentina, Aruba (Países Baixos), Alemanha, Austrália, Bolívia, Brasil, Canadá, Colômbia, Estados Unidos, Filipinas, França, Guam (Estados Unidos), Itália, Japão, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.

No dia 8 de abril de 2008, o Estado de São Paulo estabeleceu o Dia do DeMolay, através da Lei Estadual nº 12.905, a ser comemorado anualmente no dia 18 de março. Em  19 de janeiro de 2010, foi promulgada a Lei Federal nº 12.208 que insituiu o dia 18 de março como o Dia Nacional do DeMolay, seguindo o exemplo paulista, sendo que a escolha da data marca o falecimento de Jacques de Molay, herói e mártir que inspirou o nome da Ordem.

12 de fev. de 2015

Bolsa parlamentar!



Aproveitando-se da fragilidade política do governo Dilma Rousseff (PT), o Congresso votou na terça-feira (10) uma proposta que modifica a Constituição e torna obrigatória a liberação de verbas do Orçamento para as chamadas emendas parlamentares individuais. 

Realiza-se, assim, um antigo sonho de deputados e senadores. Com a promulgação do dispositivo pelo comando do Legislativo –a medida não está sujeita a veto do Planalto–, cada um dos congressistas terá à disposição uma quantia predeterminada para encaminhar a seu reduto eleitoral. 

Correspondendo no total a 1,2% da receita corrente líquida, a "bolsa parlamentar" será de R$ 16,3 milhões neste ano. Ao todo, são R$ 9,7 bilhões de verbas públicas reservadas em 2015 para esse fim.
Emendas ao Orçamento, em tese, poderiam representar um contrapeso ao poder do Executivo. Problemas regionais que porventura escapem à visada do governo central teriam uma chance de ser contemplados nesses adendos. 

Na prática, entretanto, seu funcionamento é outro. De um lado, têm constituído fonte de inúmeros escândalos de corrupção, dos anões do Orçamento, nos anos 1990, ao desvio de recursos no Ministério do Turismo, para mencionar um episódio mais recente. 

De outro, as emendas se transformaram em moeda de troca usada pelo Executivo nas votações de seu interesse. Isso porque, até agora, ao governo era dado bloquear o dinheiro dessa rubrica, liberando-o conforme suas conveniências. 

Argumenta-se que, tornadas impositivas, deixarão de servir como instrumento de barganha. De fato. Mas daí não decorre que a relação entre o Planalto e o Legislativo passará a se pautar somente por negociações legítimas. 

Não há motivo para crer que o congressista típico se dará por satisfeito com o naco que já é seu. Parece mais provável que abocanhe sua fatia e ainda queira repetir. 

Sem produzir o benefício propalado, a execução obrigatória das emendas pode trazer efeitos indesejados: proliferação das falcatruas e pulverização de gastos paroquiais feitos de olho na eleição seguinte. Em suma, desperdício de escassos recursos que teriam melhor uso se aplicados em projetos mais amplos de desenvolvimento. 

O Congresso não buscou aprovar uma medida que aperfeiçoa o Orçamento do país, muitas vezes criticado por ser uma peça de ficção. Tratou, isto sim, de puxar para si um cobertor que já não dá para todos os brasileiros.

10 de fev. de 2015

Por que o saneamento básico é tão precário no Brasil?


Por que o saneamento básico é tão precário no Brasil?

De acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil em 2014, o Brasil ocupa a 112ª posição em um conjunto de 200 países no quesito saneamento básico

A maioria das cidades e municípios brasileiros não conta com um sistema de saneamento básico. De acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil em 2014, o Brasil ocupa a 112ª posição em um conjunto de 200 países no quesito saneamento básico. O estudo mostra ainda que, se houvesse uma cobertura mais ampla do saneamento, as internações por problemas de saúde diminuiriam bastante e traria uma economia em torno de R$ 121 milhões.

As prefeituras dizem que as maiores dificuldades são a falta de dinheiro e de mão de obra capacitada para fazer o plano de saneamento. Segundo o Ministério das Cidades, em 2013, apenas 30% dos municípios brasileiros tiveram acesso a recursos federais para saneamento básico. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, o atendimento com rede coletora de esgoto chega a 48% da população e apenas 38% do esgoto são tratados.

5 de fev. de 2015

O papel da Justiça

A crer no clichê mais em voga, a Justiça brasileira é ruim porque, entre outros motivos, oferece às partes tantas e tão generosas possibilidades recursais que se torna lenta e ineficiente. Embora exista uma boa dose de verdade nesse lugar-comum, ele peca por passar a sensação de que o Judiciário sempre se comporta de maneira leniente. 

Quando se trata de prisões em flagrante, contudo, dá-se o contrário: prevalece o rigor excessivo. Na prática, o indivíduo detido enquanto comete um ato criminoso permanece encarcerado por muito mais tempo do que seria justificável, muitas vezes sem nem ter seu caso examinado por um juiz. 

Uma anomalia que, com décadas de atraso, o Conselho Nacional de Justiça pretende corrigir, começando neste mês em São Paulo.
Exceção no nosso ordenamento, a prisão em flagrante representa rara circunstância em que a Constituição permite a restrição da liberdade por ato administrativo. Sem um instrumento desse tipo, homicidas furiosos com armas em riste, por exemplo, só poderiam ser detidos após deliberação da Justiça. 

A fim de evitar exageros, prisões em flagrante devem ser informadas de imediato ao Ministério Público, a familiares e ao juiz competente, a quem cabe convertê-la em preventiva ou liberar o acusado, adotando as providências cabíveis. 

A polícia, entretanto, costuma encaminhar ao juiz só a papelada do caso. O contraditório, quando existe, fica prejudicado, já que o acusado, nesta fase inicial, pode não ter um defensor de confiança.
Foi para diminuir o risco de abusos que o Brasil, no longínquo ano de 1992, ratificou o Pacto de San José, no âmbito da Organização dos Estados Americanos. Entre outras disposições, o documento determina que toda pessoa detida seja conduzida sem demora à presença de autoridade judicial, que, ato contínuo, decidirá os próximos passos. 

Não se trata de panaceia, mas a apresentação física tende a equilibrar o jogo. O acusado tem não só a oportunidade de contestar as informações trazidas pela polícia mas também, e mais importante, de denunciar práticas como coação ou tortura, que, infelizmente, ainda são rotina em certas delegacias. 

É fundamental, assim, que essa audiência de custódia se torne realidade. Não se ignoram as dificuldades logísticas para fazê-lo, entre as quais se destacam o deslocamento de criminosos perigosos e o volume de situações a serem analisadas pelos magistrados.
São obstáculos, mas não barreiras intransponíveis. As autoridades devem encontrar, e logo, a melhor fórmula para contornar o problema. Não dá para aceitar que o Brasil mantenha um sistema que, no papel, dá todas as garantias aos presos, mas, na prática, permite que se repitam graves abusos.