Ouça a Rádio Acesa FM ou click no icone!

Rádio Acesa Ao vivo

6 de mai. de 2014

Reflexão!

Pessimismo ou Relismo? Pessimismo não é bom, mas igualmente perigoso é um otimismo irreal. Movidos pelo medo, muitos fecham os olhos para a realidade ou preferem ignorar a verdade. Mas quem está doente e não encara ou não aceita o diagnóstico, continua doente. Melhor é aceitar o veredito do médico e fazer uso dos recursos que a Medicina oferece. Os alimentos estão ficando escassos no mundo, os preços sobem. Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, percebeu-se nos supermercados da Europa Ocidental que a vida está ficando cara. Até o preço dos combustíveis aumentou na Europa de uma forma inimaginável há anos atrás. E ameaça subir ainda mais. Com isso, aumenta o valor do transporte, que por sua vez onera ainda mais o preço da comida. Nos mercados internacionais os preços dos alimentos básicos subiram de maneira “assustadora”. No prazo de um ano dobrou o preço do trigo, o arroz subiu 75% em apenas dois meses, e a tendência é de alta. Os preços do arroz, do milho e do trigo subiram 181% nos últimos três anos. Na Ásia, África, Caribe e Egito o povo foi às ruas protestar pelos altos preços e por causa do aumento da fome. Especialistas calculam que mais 110 milhões de pessoas começaram a passar fome no mundo, elevando o total a quase meio bilhão de habitantes que vive abaixo da linha de pobreza. Mais um fenômeno soma-se a muitos outros: um terço dos alimentos do mundo depende da polinização por abelhas. Mas, por razões inexplicáveis, tem havido uma diminuição assustadora na quantidade desses insetos: “A mortandade de abelhas é um fenômeno mundial, e é muito inquietante”, explicou Peter Gallmann, diretor do Centro de Pesquisas em Apicultura na Alemanha. Com isso, não é apenas a produção de mel que está ameaçada, mas também grande parte dos alimentos do mundo. “Um terço de todos os alimentos se originam de polinização por abelhas, e na área da biodiversidade as abelhas também desempenham um papel de enorme importância. Certas plantas poderão desaparecer se não forem mais polinizadas pelas abelhas”. (20 Minuten, 13/05/08) Mesmo que o cenário mundial mude freqüentemente, quer gostemos, quer não, a carestia e a fome estão aumentando. Ambas são profetizadas na Bíblia. O terceiro selo de Apocalipse 6 prenuncia o encarecimento dos alimentos básicos: “Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizendo: Vem! Então, vi, e eis um cavalo preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão. E ouvi uma como que voz no meio dos quatro seres viventes dizendo: Uma medida de trigo por um denário; três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho” (Ap 6.5-6). Um denário era o salário de um dia de serviço de um trabalhador comum. Uma medida de trigo equivalia a uma ração diária. É quase inimaginável que haverá um tempo em que uma porção diária de pão será dez vezes mais cara. Em outras palavras, apenas uma porção diária de cereal consumirá todo o salário de um dia de trabalho. Azeite e vinho não faziam parte dos alimentos básicos. O azeite era usado, por exemplo, para ungir pessoas e utensílios sagrados, para a purificação ritual do corpo e como combustível nas lâmpadas. Ao contrário do trigo e da cevada, azeite e vinho não eram gêneros de primeira necessidade, portanto, eram considerados artigos de luxo. Assim, os juízos divinos que estão por vir serão ainda mais trágicos e mais graves por atingirem os alimentos básicos e não os artigos de luxo. Do que adianta uma medida suficiente de coisas relativamente supérfluas quando falta o essencial para a sobrevivência? Do que serve o mais belo conjunto de poltronas, se a geladeira está vazia? Do que adianta o mais moderno automóvel, se não existe combustível? Do que serve a melhor infra-estrutura e a mais eficiente logística, se não há alimentos para transportar? O quarto selo: “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizendo: Vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra” (Ap 6.7-8). Esses quatro juízos mortais (espada, fome, feras e mortandade [peste, em outras versões da Bíblia]) já são anunciados em Ezequiel 14.21: “Porque assim diz o Senhor Deus: Quanto mais, se eu enviar os meus quatro maus juízos, a espada, a fome, as bestas-feras e a peste, contra Jerusalém, para eliminar dela homens e animais?” Quando estes juízos terríveis se abaterem sobre a terra, a ira de Deus estará castigando o mundo com todo o ímpeto. Os governantes do mundo testemunharão esses fatos: “Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” (Ap 6.15-17). O mundo se volta cada vez mais radicalmente contra Deus, e, por isso, os contornos dos juízos anunciados pela Bíblia para o período da Grande Tribulação ficam cada vez mais nítidos. O perigo de guerras (espada) é cada vez mais ameaçador; prevê-se fome pelo mundo todo; doenças incuráveis e pestes aumentam; e as “bestas-feras” certamente podem indicar os que se lançam sobre outros seres humanos em fanatismo, ódio cego, fúria incontrolável e violência terrorista. Assim, por exemplo o profeta Zacarias descreve o ódio dos filisteus, usando a imagem de animais selvagens e perigosos: “Povo bastardo habitará em Asdode, e exterminarei a soberba dos filisteus. Da boca destes tirarei o sangue dos sacrifícios idólatras e, dentre os seus dentes, tais abominações; então, ficarão eles como um restante para o nosso Deus; e serão como chefes em Judá, e Ecrom, como jebuseu” (Zc 9.6-7). Paulo escreve a Tito: “Foi mesmo, dentre eles, um seu profeta (cretense) que disse: Cretenses, sempre mentirosos, feras terríveis, ventres preguiçosos” (Tt 1.12). Acerca da resistência e do antagonismo que encontrou em Éfeso, o apóstolo Paulo disse: “Se, como homem, lutei em Éfeso com feras...” (1 Co 15.32). Um comentário bíblico explica essa passagem: “Afirma-se que os animais selvagens, as feras, seriam uma imagem de pessoas bravas, agitadas e inimigas que ameaçavam a vida de Paulo. Um escritor daquela época disse que os efésios, como pessoas, haviam se tornado animais selvagens”. Também os falsos profetas e hereges do judaísmo foram chamados de “cães” por Paulo (Fp 3.2). Os conflitos e a crescente incerteza entre os povos – seja na economia, no setor agrário e na instabilidade política global – são um evidente alerta de Deus. Ao invés de fechar nossos olhos para a realidade que nos cerca, deveríamos abri-los para ver e aceitar a ajuda que o Senhor oferece. Essa ajuda chama-se Jesus Cristo. Como cristãos, temos a incumbência de tratar os outros com sabedoria e amor, mas também de alertá-los concretamente acerca dos perigos de nossa época. Deveríamos falar-lhes especialmente do Salvador e da profecia bíblica que está se cumprindo. Jesus vai voltar e, então, criará um novo mundo: “Seja ele como chuva que desce sobre a campina ceifada, como aguaceiros que regam a a terra. Haja na terra abundância de cereais, que ondulem até aos cimos dos montes; seja a sua messe como o Líbano, e das cidades floresçam os habitantes como a erva da terra” (Sl 72.6,16). Quem tem fome e sede espiritual, quem sente o vazio de sua vida, está convidado a vir ao Senhor Jesus, que chamou a Si mesmo de “Pão da Vida”. Todos podem aceitá-lO e ficar eternamente saciados.

5 de mai. de 2014

<<>> Não engane a te mesmo, pois o oculto, sempre se revelará! A verdade, consiste no conjunto de uma obra realizada e não, no primeiro momento de uma situação qualquer. (Adriano Martins - 2014) ========================================================= Segunda-feira, 05 de Maio de 2014. Estação: Outono. 05 · Dia de Rondon 05 · Dia da Comunidade 05 · Dia Nacional do Expedicionário 05 · Dia do Artista Pintor 05 . Dia Nacional das Comunicações (homenagem ao Marechal Rondon que estendeu as linhas de telégrafo até a Amazônia) 05 . Nascimento do Mal. Cândido Mariano da Silva Rondon (1865) 05 . Abertura da 1a. biblioteca pública do Brasil (1821) 05 . Fundação da Associação Nacional de Livrarias (ANL, 1978) 05 . Morte do poeta Mário Quintana em Porto Alegre, RS (1994) 05 . Dia da Língua Portuguesa e da Cultura. Dia da Língua Portuguesa e da Cultura No dia 5 de maio é comemorado o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura entre os países de Língua Portuguesa. Nesta data os países do espaço lusófono procuram desenvolver atividades que promovem a Língua Portuguesa e a cultura lusófona pelo mundo. O dia 5 de maio também é conhecido como Dia da Cultura Lusófona. Origem do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura Em 2005 ficou dedido em Luanda, Angola, que o dia 5 de maio seria o Dia da Língua Portuguesa, mas a data só foi oficalizada em Junho de 2009 em Cabo Verde, quando os países que pertencem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se reuniram e chegaram a acordo no XIV Conselho de Ministros da CPLP, realizado em Junho de 2009, em Cabo Verde. Países que Celebram o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura é celebrado nos oito países que pertencem à Comuinidade dos Países de Língua Portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
<<>> Não engane a te mesmo, pois o oculto, sempre se revelará! A verdade, consiste no conjunto de uma obra realizada e não, no primeiro momento de uma situação qualquer. (Adriano Martins - 2014) ========================================================= Segunda-feira, 05 de Maio de 2014. Estação: Outono. 05 · Dia de Rondon 05 · Dia da Comunidade 05 · Dia Nacional do Expedicionário 05 · Dia do Artista Pintor 05 . Dia Nacional das Comunicações (homenagem ao Marechal Rondon que estendeu as linhas de telégrafo até a Amazônia) 05 . Nascimento do Mal. Cândido Mariano da Silva Rondon (1865) 05 . Abertura da 1a. biblioteca pública do Brasil (1821) 05 . Fundação da Associação Nacional de Livrarias (ANL, 1978) 05 . Morte do poeta Mário Quintana em Porto Alegre, RS (1994) 05 . Dia da Língua Portuguesa e da Cultura. Dia da Língua Portuguesa e da Cultura No dia 5 de maio é comemorado o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura entre os países de Língua Portuguesa. Nesta data os países do espaço lusófono procuram desenvolver atividades que promovem a Língua Portuguesa e a cultura lusófona pelo mundo. O dia 5 de maio também é conhecido como Dia da Cultura Lusófona. Origem do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura Em 2005 ficou dedido em Luanda, Angola, que o dia 5 de maio seria o Dia da Língua Portuguesa, mas a data só foi oficalizada em Junho de 2009 em Cabo Verde, quando os países que pertencem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se reuniram e chegaram a acordo no XIV Conselho de Ministros da CPLP, realizado em Junho de 2009, em Cabo Verde. Países que Celebram o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura é celebrado nos oito países que pertencem à Comuinidade dos Países de Língua Portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

2 de mai. de 2014

Para movimento negro, campanha #somostodosmacacos reproduz racismo A campanha lançada pelo jogador Neymar Jr. Gerou polêmica. De um lado, artistas, jornalistas e até a presidenta Dilma Rousseff manifestaram apoio à ideia de que “temos todos a mesma origem, e nada nos difere”, conforme escreveu a presidenta, pelo Twitter. De outro, integrantes do movimento negro usaram as mesmas redes sociais para criticar a campanha #somostodosmacacos. O professor de história e integrante da UNEafro Brasil Douglas Belchior avalia que a postura do jogador Daniel Alves, que comeu uma banana jogada contra ele, em partida realizada no último domingo (27), foi “interessante, provocativa”, mas ele critica a campanha deflagrada em seguida. De acordo com Belchior, a associação de negros a macacos é uma forma de reprodução do racismo. Em seu blog, ele divulgou texto que explica as origens dessa compreensão: a tese evolucionista de que os seres humanos possuiriam diferenças provocadas pela seleção natural, e de que africanos e aborígenes estariam mais próximos dos macacos do que os europeus, por exemplo. A polarização foi acentuada ontem, quando a origem da campanha, iniciada com a divulgação da foto de Neymar segurando uma banana, ao lado do filho, foi revelada. A imagem faz parte de uma campanha publicitária criada pela agência Loducca, em resposta ao pedido do pai do jogador, Neymar da Silva Santos, que procurou a empresa após o filho e Daniel Alves terem sido vítimas de racismo, na final da Copa do Rei, entre Barcelona e Real Madrid, no último dia 16. No vídeo de divulgação da campanha #somostodosmacacos, os idealizadores da proposta expressam opinião sobre como deve ser enfrentada a desigualdade racial: “A melhor maneira de acabar com o preconceito é tirar seu peso, fazendo a pessoa preconceituosa se sentir sem poder”, diz a frase que aparece sobre imagens de crianças negras jogando. “Uma ofensa só pega quando irrita você. Vamos acabar com isso. #somostodosmacacos”, conclama, usando a hashtag que já virou produto da marca do apresentador Luciano Huck, que também publicou foto com bananas. Pelas redes sociais, a jornalista Aline Pedrosa defende a iniciativa: “Mesmo sendo branca, me reconheço com traços dos meus ancestrais, que são negros. Não nego minhas origens, muito pelo contrário, as estudo e as exalto. Para mim, a mobilização significa união – todos somos um – e, acima de tudo, desprezo a uma atitude vergonhosa como essa, e que, sabemos, não rola só fora do Brasil, muito pelo contrário”. O cineasta Joel Zito de Oliveira, que dirigiu o filme A Negação do Brasil, que trata da representação dos negros na mídia, avalia a campanha como um “equívoco” por esconder a negritude e não ser capaz de enfrentar o racismo. Ele considera que a grande proporção obtida pela iniciativa também está relacionada ao conteúdo dela. “Tudo que é feito, e que de fato não incomoda e não muda a questão racial no Brasil, tende a ter aceitação mais fácil”, afirma. “Branco comendo uma banana ou colocando sobre a cabeça pode virar Carmem Miranda, carnaval. Com o negro é outra coisa. Mas a postura da sociedade brasileira sempre foi no sentido de evitar o confronto”, critica. Ao ser questionado sobre como as mídias sociais repercutiram o caso, ele foi otimista: “Elas podem ser apropriadas para dar visibilidade a vozes que não tinham acesso às grandes mídias”. Por meio dessas mídias, casos como a morte do dançarino Douglas Rafael (conhecido como DG) e o desaparecimento do pedreiro Amarildo vieram à tona. “A novidade não é o desaparecimento, a morte ou o racismo. A novidade é que o questionamento das populações negras mais pobres é feito nas mídias sociais e chega à grande mídia”. Já Douglas Belchior diz que a hashtag “tenta esconder as desigualdades raciais, a violência, o extermínio, e reforça a ideia de que no Brasil se vive uma democracia racial”. Para ele, a campanha cumpriu um “desserviço” ao mudar o foco da discussão pública do assassinato do dançarino DG, no Rio de Janeiro, para uma campanha que propõe o apaziguamento dos problemas. “Vivemos no Brasil uma escalada assombrosa da violência racista. Esse tipo de postura e reação despolitizadas e alienantes de esportistas, artistas, formadores de opinião e governantes têm um objetivo certo: escamotear seu real significado do racismo, que gera desde bananas em campo de futebol até o genocídio negro, que continua em todo o mundo”, alerta. Para a Agência Brasil, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, assinalou que a campanha é superficial e busca transformar a imagem do macaco em algo positivo, quando tem um significado essencialmente negativo para negros e negras. “O que existe é uma tendência de considerar o racismo como um fenômeno superficial na sociedade brasileira, ou em qualquer outro lugar do mundo; algo que se manifesta como um dado isolado, como uma expressão de indivíduos que praticam atos racistas”, avalia. A ministra espera, contudo, que a provocação seja “uma porta de entrada para que a sociedade possa aprofundar as questões”. A lição a ser tirada, segundo ela, é que “o combate ao racismo vai precisar de uma manifestação contrária de toda a sociedade brasileira, mas para isso precisaremos ir mais fundo, identificando outras repercussões do racismo, que não se expressam só no futebol”. As manifestações de racismo no âmbito do esporte, sofridas também por Tinga, do Cruzeiro, e outros jogadores, não são novas. Na década de 1910, jogadores do América chegaram a utilizar pó de arroz para se parecerem com brancos. Já em 1924, o Vasco da Gama redigiu a chamada Resposta Histórica, carta em que nega a exigência da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos para que se desfizesse dos 12 jogadores negros, mulatos, nordestinos ou pobres que atuavam na equipe. Agora, 90 anos depois, o Brasil está prestes a sediar a Copa do Mundo, e deve fazer uma campanha contra a discriminação racial durante o campeonato, conforme anunciado pela presidenta Dilma Rousseff, no domingo (28). A ministra Luiza Bairros informou que a Seppir participa da elaboração da campanha, e espera que o país “seja capaz de mandar para o mundo e para a sociedade brasileira, especificamente, a mensagem de que o racismo não pode ser tolerado no futebol nem em nenhum espaço da sociedade”. Já Douglas Belchior torce para que o mundial seja também espaço de visibilidade dos problemas do país: “A Copa do Mundo coloca o Brasil na vitrine do mundo. A posição dos movimentos é aproveitar esse momento para escancarar uma realidade que é maquiada, no Brasil. Nós queremos demonstrar que vivemos um genocídio, que vivemos sob a égide de polícias extremamente violentas e que atingem sobretudo a população negra”. O cineasta Joel Zito espera que a campanha a ser veiculada seja capaz de aprofundar a abordagem sobre a questão racial: “Aproveitar a oportunidade da Copa para realizá-la é muito bem-vinda. Inclusive porque a sociedade brasileira vai conviver com segmentos culturais com os quais nunca conviveu. Segmentos que recebem, há anos, a ideia de que o Brasil vive uma democracia racial. Ela [campanha] é necessária, bem-vinda, mas tem que ser inteligente”, defende.

Para movimento negro, campanha #somostodosmacacos reproduz racismo A campanha lançada pelo jogador Neymar Jr. Gerou polêmica. De um lado, artistas, jornalistas e até a presidenta Dilma Rousseff manifestaram apoio à ideia de que “temos todos a mesma origem, e nada nos difere”, conforme escreveu a presidenta, pelo Twitter. De outro, integrantes do movimento negro usaram as mesmas redes sociais para criticar a campanha #somostodosmacacos. O professor de história e integrante da UNEafro Brasil Douglas Belchior avalia que a postura do jogador Daniel Alves, que comeu uma banana jogada contra ele, em partida realizada no último domingo (27), foi “interessante, provocativa”, mas ele critica a campanha deflagrada em seguida. De acordo com Belchior, a associação de negros a macacos é uma forma de reprodução do racismo. Em seu blog, ele divulgou texto que explica as origens dessa compreensão: a tese evolucionista de que os seres humanos possuiriam diferenças provocadas pela seleção natural, e de que africanos e aborígenes estariam mais próximos dos macacos do que os europeus, por exemplo. A polarização foi acentuada ontem, quando a origem da campanha, iniciada com a divulgação da foto de Neymar segurando uma banana, ao lado do filho, foi revelada. A imagem faz parte de uma campanha publicitária criada pela agência Loducca, em resposta ao pedido do pai do jogador, Neymar da Silva Santos, que procurou a empresa após o filho e Daniel Alves terem sido vítimas de racismo, na final da Copa do Rei, entre Barcelona e Real Madrid, no último dia 16. No vídeo de divulgação da campanha #somostodosmacacos, os idealizadores da proposta expressam opinião sobre como deve ser enfrentada a desigualdade racial: “A melhor maneira de acabar com o preconceito é tirar seu peso, fazendo a pessoa preconceituosa se sentir sem poder”, diz a frase que aparece sobre imagens de crianças negras jogando. “Uma ofensa só pega quando irrita você. Vamos acabar com isso. #somostodosmacacos”, conclama, usando a hashtag que já virou produto da marca do apresentador Luciano Huck, que também publicou foto com bananas. Pelas redes sociais, a jornalista Aline Pedrosa defende a iniciativa: “Mesmo sendo branca, me reconheço com traços dos meus ancestrais, que são negros. Não nego minhas origens, muito pelo contrário, as estudo e as exalto. Para mim, a mobilização significa união – todos somos um – e, acima de tudo, desprezo a uma atitude vergonhosa como essa, e que, sabemos, não rola só fora do Brasil, muito pelo contrário”. O cineasta Joel Zito de Oliveira, que dirigiu o filme A Negação do Brasil, que trata da representação dos negros na mídia, avalia a campanha como um “equívoco” por esconder a negritude e não ser capaz de enfrentar o racismo. Ele considera que a grande proporção obtida pela iniciativa também está relacionada ao conteúdo dela. “Tudo que é feito, e que de fato não incomoda e não muda a questão racial no Brasil, tende a ter aceitação mais fácil”, afirma. “Branco comendo uma banana ou colocando sobre a cabeça pode virar Carmem Miranda, carnaval. Com o negro é outra coisa. Mas a postura da sociedade brasileira sempre foi no sentido de evitar o confronto”, critica. Ao ser questionado sobre como as mídias sociais repercutiram o caso, ele foi otimista: “Elas podem ser apropriadas para dar visibilidade a vozes que não tinham acesso às grandes mídias”. Por meio dessas mídias, casos como a morte do dançarino Douglas Rafael (conhecido como DG) e o desaparecimento do pedreiro Amarildo vieram à tona. “A novidade não é o desaparecimento, a morte ou o racismo. A novidade é que o questionamento das populações negras mais pobres é feito nas mídias sociais e chega à grande mídia”. Já Douglas Belchior diz que a hashtag “tenta esconder as desigualdades raciais, a violência, o extermínio, e reforça a ideia de que no Brasil se vive uma democracia racial”. Para ele, a campanha cumpriu um “desserviço” ao mudar o foco da discussão pública do assassinato do dançarino DG, no Rio de Janeiro, para uma campanha que propõe o apaziguamento dos problemas. “Vivemos no Brasil uma escalada assombrosa da violência racista. Esse tipo de postura e reação despolitizadas e alienantes de esportistas, artistas, formadores de opinião e governantes têm um objetivo certo: escamotear seu real significado do racismo, que gera desde bananas em campo de futebol até o genocídio negro, que continua em todo o mundo”, alerta. Para a Agência Brasil, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, assinalou que a campanha é superficial e busca transformar a imagem do macaco em algo positivo, quando tem um significado essencialmente negativo para negros e negras. “O que existe é uma tendência de considerar o racismo como um fenômeno superficial na sociedade brasileira, ou em qualquer outro lugar do mundo; algo que se manifesta como um dado isolado, como uma expressão de indivíduos que praticam atos racistas”, avalia. A ministra espera, contudo, que a provocação seja “uma porta de entrada para que a sociedade possa aprofundar as questões”. A lição a ser tirada, segundo ela, é que “o combate ao racismo vai precisar de uma manifestação contrária de toda a sociedade brasileira, mas para isso precisaremos ir mais fundo, identificando outras repercussões do racismo, que não se expressam só no futebol”. As manifestações de racismo no âmbito do esporte, sofridas também por Tinga, do Cruzeiro, e outros jogadores, não são novas. Na década de 1910, jogadores do América chegaram a utilizar pó de arroz para se parecerem com brancos. Já em 1924, o Vasco da Gama redigiu a chamada Resposta Histórica, carta em que nega a exigência da Associação Metropolitana de Esportes Atléticos para que se desfizesse dos 12 jogadores negros, mulatos, nordestinos ou pobres que atuavam na equipe. Agora, 90 anos depois, o Brasil está prestes a sediar a Copa do Mundo, e deve fazer uma campanha contra a discriminação racial durante o campeonato, conforme anunciado pela presidenta Dilma Rousseff, no domingo (28). A ministra Luiza Bairros informou que a Seppir participa da elaboração da campanha, e espera que o país “seja capaz de mandar para o mundo e para a sociedade brasileira, especificamente, a mensagem de que o racismo não pode ser tolerado no futebol nem em nenhum espaço da sociedade”. Já Douglas Belchior torce para que o mundial seja também espaço de visibilidade dos problemas do país: “A Copa do Mundo coloca o Brasil na vitrine do mundo. A posição dos movimentos é aproveitar esse momento para escancarar uma realidade que é maquiada, no Brasil. Nós queremos demonstrar que vivemos um genocídio, que vivemos sob a égide de polícias extremamente violentas e que atingem sobretudo a população negra”. O cineasta Joel Zito espera que a campanha a ser veiculada seja capaz de aprofundar a abordagem sobre a questão racial: “Aproveitar a oportunidade da Copa para realizá-la é muito bem-vinda. Inclusive porque a sociedade brasileira vai conviver com segmentos culturais com os quais nunca conviveu. Segmentos que recebem, há anos, a ideia de que o Brasil vive uma democracia racial. Ela [campanha] é necessária, bem-vinda, mas tem que ser inteligente”, defende.

1 de mai. de 2014

O risco de ser morto no Brasil na Copa do Mundo

Se você está na Gávea, no Rio de Janeiro, e caminha dez minutos, chega a uma grande favela (uma das maiores do mundo). Essa caminhada de dez minutos significa a perda de mais de 13 anos na expectativa de vida (veja Empoli). O local em você se encontra retira anos da sua expectativa de vida. Muitos estrangeiros virão para o Brasil para assistir aos jogos da Copa do Mundo. Talvez não tenham consciência exata dos riscos que estarão correndo. Somos o 15º país mais violento do planeta (conforme os números da ONU de duas semanas atrás) e das 50 cidades mais violentas do mundo, 16 estão aqui. São mais de 53 mil assassinatos por ano.

Imagine um estrangeiro de um desses países econômica e socialmente “escandinavizados” (Dinamarca, Suécia, Suíça, Bélgica, Holanda, Nova Zelândia, Austrália, Coreia do Sul, Japão, Alemanha etc.). Nos seus países eles têm (em média) apenas um homicídio para cada 100 mil pessoas (veja nossas estatísticas no Instituto Avante Brasil)? Os Estados Unidos têm 5 (embora seja um império capitalista)? O Brasil tem 27? Quando um “escandinavizado” colocar os pés no Brasil, seu risco de vida já aumenta 27 vezes. E conforme a capital em que ele estiver, sua expectativa de vida vai reduzir drasticamente.

O que os “escandinavizados” estão mostrando para o mundo? O seguinte: quanto mais igualdade material e social, menos violência (menos crime). Esses países possuem as seguintes médias: PIB per capita de USD 50.084, Gini de 0,301 (pouca desigualdade e, ao mesmo tempo, pouca concentração da riqueza nas mãos de pouquíssimas pessoas), 1,1 homicídios por 100 mil habitantes, 5,8 mortos no trânsito por 100 mil pessoas, 18.552 presos (na média) e 98 encarcerados para cada 100 mil pessoas.

Vamos comparar os números (não os países): O Brasil conta com renda per capita de USD 11.340, Gini de 0,519 (0,51: país exageradamente desigual), 27,1 assassinatos para 100 mil pessoas, 22 mortos no trânsito para cada 100 mil, quase 600 mil presos, 274 para cada 100 mil habitantes. Somos 27 vezes mais violentos que a média dos países mais civilizados do planeta. A palavra chave para explicar tudo isso se chama igualdade, porém, não a igualdade puramente formal, sim, material, social, cultural etc. E isso se consegue por meio de (a) educação de qualidade para todos e (b) aumento da renda per capita.

A única maneira de salvar o planeta das tragédias anunciadas (rebelião dos pobres, revolução dos indignados, sangue das guerras, mutilações decorrentes dos conflitos etc.) é melhorar a qualidade de vida de todo mundo. Os “escandinavizados” (Suécia, Noruega, Islândia, Holanda etc.) são os únicos que estão salvando o capitalismo desigualitário do seu desastre final. São dignos de ser copiados. Não temos, portanto, que nos comparar a eles, sim, copiar o que eles estão fazendo de certo (e deixar de fazer as coisas erradas).
<<>>
Eu não sei se a banana representa um protesto, alimento, discriminação ou deboche dela mesma!
Onde fica a opinião dela?
Sei que tudo vai passar e preconceito vai continuar, inclusive com a banana!
(Adriano Martins - 2014)
=========================================================Quinta-feira, 01 de Maio de 2014. Estação: Outono.
01 · Dia Mundial do Trabalho
01 . Dia da Literatura Brasileira
O Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é comemorado no dia 1º de maio em diversos países do mundo, sendo feriado no Brasil, Portugal, Rússia, e França, entre outros.
O Dia do Trabalho é o momento que os empregados e as empresas têm para refletir sobre as legislações trabalhistas, normas, regras de trabalho. É também considerado importante no dia 1 de maio relembrar a história, onde diversos trabalhadores lutaram, para hoje em dia as pessoas poderem usufruir dos benefícios.
Dia do Trabalho nos Estados Unidos
Até o ano de 1886, os trabalhadores jamais pensaram em exigir seus direitos, apenas trabalhavam. Mas no ano de 1886, aconteceu uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago, para reivindicar a redução da jornada de trabalho, e nesse mesmo dia teve uma greve geral nos Estados Unidos.
Origem do Dia do Trabalho
Três anos depois, foi convocado em Paris uma manifestação anual para reivindicação das horas de trabalho e foi programada para o dia 1º de maio, como homenagem as lutas sindicais em Chicago. No dia 23 de abril de 1919, o Senado francês ratificou as 8 horas de trabalho e proclamou o dia 1º de maio como feriado, e um anos depois a Rússia fez o mesmo.
No Brasil é costume os governos anunciarem o aumento anual do salário mínimo no dia 1 de maio.


O polêmico Dia do Trabalho

A origem da data no Brasil
No Brasil, a primeira tentativa de comemorar o 1º de maio foi em 1894, em São Paulo, em um movimento idealizado pelo anarquista italiano Artur Campagnoli. A iniciativa foi frustrada pela repressão dos policiais, que terminou com muitos manifestantes presos.
Na década seguinte, iniciaram-se comemorações do 1º de maio em várias cidades, com publicações especiais da imprensa operária para comemorar a data. São Paulo, Porto Alegre, Pelotas, Curitiba e Rio de Janeiro foram alguns dos centros urbanos onde o sindicalismo brasileiro todos os anos comemorava esse dia à margem da legalidade.
A data só se tornou oficial no País em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. A partir daí, as comemorações passam a ser mais organizadas, tanto pelas entidades trabalhistas, quanto pelo governo. Além dos protestos, ganham as ruas apresentações, shows e desfiles em homenagem ao Dia do Trabalho.
<<>>
Eu não sei se a banana representa um protesto, alimento, discriminação ou deboche dela mesma!
Onde fica a opinião dela?
Sei que tudo vai passar e preconceito vai continuar, inclusive com a banana!
(Adriano Martins - 2014)
=========================================================
Quinta-feira, 01 de Maio de 2014. Estação: Outono.
01 · Dia Mundial do Trabalho
A história da data
O 1º de maio é a data escolhida na maioria dos países industrializados para comemorar o Dia do Trabalho e celebrar a figura do trabalhador. A data tem origem em uma greve operária por melhores condições de trabalho e redução de jornadas, que costumavam ser de 14 horas diárias, iniciada em 1º de maio de 1886, em Chicago, grande pólo industrial da época nos Estados Unidos.
Durante a manifestação na praça Haymarket, uma explosão no meio do protesto serviu como justificativa para a repressão policial, que acabou em mais de cem mortes e a prisão de dezenas de militantes operários. Quatro deles - Albert Parsons, August Spies, Adolf Fischer e George Engel - foram condenados à forca e executados em 11 de novembro de 1887. Ludwig Lingg, outro operário preso, suicidou-se na cela.
Este episódio, que marcou a história dos sindicatos, ficou conhecido como "Os Mártires de Chicago" e se tornou símbolo da luta trabalhista mundial. Em 1888, o Congresso da Federação do Trabalho Americano e, um ano depois, o Congresso Socialista de Paris declararam o 1º de maio como o dia internacional de luta dos trabalhadores.
Seis anos após as mortes de Chicago, em 1893, a condenação dos operários foi anulada, o Estado americano reconheceu o caráter político e arbitrário do julgamento e libertou os militantes que ainda estavam presos. O 1º de maio tornou-se feriado oficial somente no início do século 20. Até então, os sindicalistas comemoravam a data de forma simbólica.

30 de abr. de 2014

30/04/2014 00h01

Hoje é aniversário do atentado do Riocentro


O atentado do Riocentro foi um frustrado ataque a bomba na noite de 30 de abril de 1981, durante um show do Dia do Trabalho.
As bombas, plantadas por um sargento e um capitão, teria sido uma tentativa de setores mais radicais do governo de convencer os moderados a interromper a abertura política. Em quatro anos a democracia seria restabelecida no país.
A Música do Dia é a que tocava no momento da explosão.
Texto e apresentação: Luiz Cláudio Canuto