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Rádio Acesa Ao vivo

5 de jul. de 2013

Tempo!

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Previsão para Volta Redonda - RJ
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Sex - 05/07/2013
Dia de sol, com nevoeiro ao amanhecer. As nuvens aumentam no decorrer da tarde.
temperatura mínima: 10°C
temperatura máxima: 24°C
probabilidade de chuva: 0%
quantidade de chuva: 0mm
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Sáb - 06/07/2013
Dia de sol, com nevoeiro ao amanhecer. As nuvens aumentam no decorrer da tarde.
temperatura mínima: 11°C
temperatura máxima: 26°C
probabilidade de chuva: 0%
quantidade de chuva: 0mm
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Dom - 07/07/2013
Dia de sol, com nevoeiro ao amanhecer. As nuvens aumentam no decorrer da tarde.
temperatura mínima: 10°C
temperatura máxima: 26°C
probabilidade de chuva: 0%
qua

Tragédia!

Após matar jogador, árbitro é esquartejado durante partida de futebol no Maranhão

Josenir dos Santos e Otávio Jordão da Silva foram mortos no último domingo, 30


Um simples jogo de futebol terminou em tragédia na cidade de Pio XII, no Maranhão, no último domingo, 30. Josenir dos Santos, jogador de uma das equipes, ficou revoltado após receber o cartão vermelho e deu pontapés no árbitro Otávio Jordão da Silva. A agressão foi apenas o início de toda confusão.

De acordo com a polícia, o árbitro teria sacado uma faca da cintura e atirado no peito de Josenir, que não resistiu aos ferimentos e morreu. Os torcedores presentes ao estádio se indignaram e partiram para cima de Otávio, que acabou sendo esquartejado e ainda teve sua cabeça pendurada numa estaca.

Em nota divulgada, Valter Costa, delegado da polícia do município de Santa Inês, no Maranhão, garantiu que os criminosos já estão na mira da polícia. Vídeos feitos pelos torcedores presentes ao estádio estão contribuindo para a identificação dos assassinos.

Confira a nota na íntegra:

"Relatos de testemunhas já indicaram algumas pessoas que estavam no local na hora do fato. Vamos identificar e responsabilizar todos envolvidos. Um crime nunca vai justificar o outro. Ações como essa não colaboram com a legalidade de um estado de direito".

4 de jul. de 2013

Larva em miojo!

Mulheres acham larva em macarrão instantâneo


A fabricante Nissin tem o prazo de 24h para a empresa retirar das prateleiras dos pontos de venda o lote D0892 como medida preventiva

Uma consumidora encontrou larvas no macarrão da marca Uma consumidora encontrou larvas no macarrão da marca "Cup Noodles" Divulgação/Procon RJ
Três mulheres denunciaram a marca Nissin ao Seprocon (Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor) após encontrar insetos e larvas em um copo de macarrão instantâneo Cup Noodles, no Rio de Janeiro.

Simone Alencar, Keren Klayanne e Vanessa Fiedler dizem que o produto, sabor galinha caipira, estava lacrado. "Eu que comi primeiro e não vi nada. A minha amiga que deu a segunda garfada foi quem percebeu. Quando puxamos o grafo veio muita larva. O produto estava absolutamente lacrado, não tinha perfurações no copo ou no plástico. Então, deduzi que os insetos tinham vindo da fabrica. A minha insatisfação foi enorme e o meu constrangimento também; minha amiga até passou mal", relatou a Simone.

A denúncia foi encaminhada imediatamente ao Procon-RJ, vinculado à Seprocon, que notificou a fabricante Nissin, dando prazo de 24 horas para a empresa retirar das prateleiras dos pontos de venda o lote D0892, como medida preventiva. O Procon também encaminhou o produto para a Delegacia do Consumidor, onde será realizada perícia e instaurado, possivelmente, procedimento criminal.

Leia a íntegra da nota divulgada pela Nissin-Ajinomoto:
“Com relação ao produto Cup Noodles, a Nissin-Ajinomoto Alimentos Ltda. informa que já tomou todas as providências necessárias para investigar a reclamação. Ressaltamos que a Nissin-Ajinomoto respeita e segue rigorosamente a legislação da Vigilância Sanitária no que dispõe às boas práticas de fabricação e comercialização. Nossas unidades fabris atendem a rigorosos padrões de qualidade desde a seleção dos fornecedores até a distribuição dos nossos produtos”.

A empresa não se pronunciou sobre o recolhimento do lote.

Ecad

Brasil tem novas regras para direitos autorais

Pressionado por artistas, Senado aprova projeto de lei que muda cobrança, arrecadação e distribuição do Ecad

O Dia

Brasília - O Plenário do Senado aprovou, na noite desta quarta-feira, o projeto de lei que estabelece novas regras para a cobrança, arrecadação e distribuição dos direitos autorais de obras musicais. O PLS 129/2012 foi elaborado a partir do trabalho da CPI do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), criada pelo Senado para investigar denúncias de irregularidades contra a entidade.
O Ecad controla a arrecadação e a distribuição dos direitos autorais, em nome das associações de compositores e intérpretes afiliadas. Mais cedo, diversos músicos, entre eles Caetano Veloso, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Fafá de Belém, Otto, Lenine, Gaby Amarantos e Carlinhos Brown, foram recebidos em Brasília pelo senador Renan Calheiros e pela ministra da Cultura, Marta Suplicy. A presidenta Dilma Rousseff estava lá e teve seu momento de descontração, tietando o Rei Roberto.
Artistas e produtores foram a Brasília pressionar governo a votar projeto que muda várias regras do Ecad. Dilma se emociona ao encontrar Roberto Carlos
Foto:  Divulgação
Os artistas comemoraram a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado do relatório que muda as regras para arrecadação e distribuição de direitos autorais e receberam do presidente da Casa a promessa de que apressaria a votação.
A versão aprovada na CCJ, de autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), substituiu texto original proposto pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que presidiu no ano passado a CPI do Ecad. O projeto impõe mais rigor e transparência para a gestão dos valores pagos pela execução de obras protegidas por direitos autorais, inclusive produções audiovisuais.

CARTA!

o tanque de areia
Um menininho brincava no tanque de areia da praça naquela manhã de sábado. Tinha com ele sua caixa de carrinhos e caminhões, seu balde plástico e uma pá vermelha brilhante. No processo de criar estradas e túneis na areia macia, ele descobriu uma pedra grande no meio do tanque de areia.


O mocinho cavou ao redor da pedra, conseguindo desalojar a sujeira. Com muito esforço, usando as mãos, os pés e em todas as posições possíveis, ele conseguiu empurrar a pedra através do tanque de areia. Era um menino muito pequeno e a pedra, para ele, era enorme. Quando o menino alcançou a borda do tanque de areia, ele descobriu que mais difícil ainda ia ser passar a pedra sobre a pequena parede.

Determinado, o menininho empurrou, empurrou e empurrou, mas a cada vez que ele achava ter feito algum progresso, a pedra virava e rolava de volta para o tanque. O menininho grunhiu, lutou, empurrou, mas sua única recompensa era ter a pedra rolando de volta, esmagando seus dedinhos rechonchudos. Finalmente rompeu em lágrimas de frustração.

Durante todo o tempo, seu pai o observava de sua janela, aguardando o desenvolvimento de todo o drama. No momento em que as lágrimas caíram, uma sombra grande caiu sobre o menino. Era seu pai. Suavemente mas com firmeza, ele disse,
- Filho, por quê você não usou toda a força que você tinha disponível?


Derrotado, o menino respondeu,
- Mas eu usei, pai! Usei toda a força que eu tinha!
- Não, meu filho, corrigiu o pai bondosamente. – Você não usou toda a força que você tinha. Você não me pediu ajuda.


E o pai do menino se abaixou, pegou a pedra e a retirou do tanque de areia.

Soa familiar?
Todos temos pedras a mover, e precisamos ir diretamente ao nosso
Pai para conseguir que o trabalho seja feito!

MÚSICA DO DIA!


04/07/2013

Em 1865 foi lançado o livro Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll




O escritor Lewis Carroll transformou sua amizade por uma criança em uma iconoclasta obra da literatura: Alice no País das Maravilhas. Sendo matemático, usou seus conhecimentos para formular charadas e colocar enigmas na história que até hoje geram discussão. O livro foi lançado em 1865 e teve uma continuação: Alice no País dos Espelhos. Música: Alice, com Avril Lavigne.
Apresentação: Luiz Cláudio Canuto

PENSAMENTO!

Que o jardim do nosso amor floresça com centenas de flores. (Thich Nhat Hanh)

3 de jul. de 2013

Vergonha!

Robocop mais resistente para enfrentar protestos

Estado abre licitação para comprar mil trajes antitumulto e trauma para garantir mais proteção aos policiais do Choque

Christina Nascimento e Vania Cunha

Rio - O Estado vai investir R$ 3,7 milhões para o Batalhão de Choque da Polícia Militar (BpChoque) se equipar melhor para os protestos nos grandes eventos. Um edital de licitação será lançado pelo governo para comprar mil trajes antitumulto e trauma. Na justificativa da concorrência pública, é citado que a unidade policial de elite “tem se deparado com diversas ocorrências de manifestações civis” e que o uso dos kits antimotim “se traduz em menos traumas e lesões nos policiais e nos manifestantes”.
Cada um dos mil trajes vem com 11 peças. A maioria delas, protetores para as partes do corpo — cabeça, tronco, antebraço, joelho, mãos, rosto. Há ainda escudo e coldre para pistola. No edital, está marcado para o próximo dia 11 a data do pregão para a compra do material. O BPChoque é a principal tropa para conter os tumultos nas manifestações, auxiliada pelas demais forças da PM. A atuação da unidade chegou a ser questionada em vários momentos, como, no último dia 16, quando foram lançadas bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo na Quinta da Boa Vista, em protesto próximo ao Maracanã.
A Tropa de Choque, em ação nas manifestações no Centro: novo traje possui proteção contra chamas e sistema de hidratação para os policiais
Foto:  José Pedro Monteiro / Agência O Dia
HIDRATAÇÃO
O edital defende a compra citando que o estado historicamente “é palco das principais manifestações políticas nacionais e tem tradição em manifestações civis organizadas”. É mencionado ainda que o Batalhão tem 1,2 mil homens e que, no último processo de aquisição, foram adquiridas apenas 200 kits do chamando CDC — Controle de Distúrbios Civis.
A diferença dos novos trajes para os que já estão sendo usados nas ruas durante os protestos — que O DIA mostrou em março — é a melhor qualidade do material. Fora isso, a utilidade é a mesma. O capacete possui resistência à penetração de objetos pontiagudos e o protetor de mãos, a chamas de até 427 graus. Entre os itens especiais do traje, há ainda um sistema de hidratação, que é um espécie de garrafa com capacidade para armazenar dois litros de água, com tratamento antimicróbios e um canudo para sucção.
Copa das Confederações
Apesar dos episódios de manifestações e confrontos — alguns deles violentos — a Copa das Confederações foi considerada um sucesso pelo Ministério da Justiça. Em avaliação do evento divulgada ontem, a segurança foi avaliada de forma positiva pelos organizadores, especialistas internacionais e pessoas que participaram da competição.
Tanto que representantes do Qatar (país do Oriente Médio que vai sediar a Copa do Mundo de 2022), já afirmaram ao governo brasileiro que o modelo operacional usado aqui será referência para o evento naquele país.
Ainda segundo o Ministério da Justiça, o policiamento recebeu reforço de 30% nos locais de manifestação, mas não foram registrados incidentes que prejudicassem a Copa.
Sobre investimentos, foram anunciados R$ 1,17 bilhões na segurança pública do país. Só em equipamentos não letais e de controle de distúrbios, as cidades receberam R$ 50 milhões para a compra de balas de borracha, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral. Durante a Copa, foram gastos mais R$ 8 milhões no reforço dos estoques.

Barra Mansa!

Valor da passagem em Barra Mansa cai para R$2,65

Arlindo Novais
Jonas Marins anuncia redução na passagem
Decreto: Jonas Marins anuncia redução na passagem
Barra Mansa
O prefeito Jonas Marins (PCdoB) assinou hoje (2) o decreto que anula o reajuste da tarifa dos ônibus, que passou a vigor em 1º de dezembro do ano passado. Com a revogação, o valor da passagem do transporte municipal que hoje custa R$ 2,80 volta ao valor de R$ 2,65. A redução na tarifa, anunciada em reunião com líderes das manifestações que aconteceram nos últimos dias, entra em vigor à zero hora deste domingo.
Na ocasião, o prefeito também anulou o artigo que estabelecia reajuste anual por parte das empresas de ônibus sem consulta ao Conselho Municipal de Transportes. A partir de agora, o reajuste de tarifas deverá ser discutido antes de entrar em vigor.
Jonas informou que se reuniu com representantes do Sindpass (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros) e das empresas que prestam serviço de transporte ao município na semana passada. Ele ressaltou que "pretende abrir nova licitação de empresas de ônibus para melhorias de transporte público na cidade".
- A negociação foi complicada, as empresas apresentaram argumentos para que não houvesse a redução, mas conseguimos chegar a um consenso na revogação do aumento do ano passado. Não estou satisfeito com o transporte público do município e vou rever a concessão das empresas. Minha intenção é que seja aberta nova licitação de empresas de transporte, visando melhorias do serviço prestado a população - informou.
Jonas Marins salientou que o atual conselho de transportes da cidade não se reúne para buscar soluções para as reivindicações da população. Com isso, ele disse que irá destituir o grupo e formar um novo conselho para se reunir regularmente.
- A ideia é que eles discutam sobre o transporte público da cidade e sobre novas reduções nas tarifas. O conselho é o representante da população - salientou.
‘Políticas públicas'
O prefeito afirmou ainda que a prefeitura está se organizando para discutir e desenvolver políticas públicas para o crescimento do município. Ele salientou que a intenção é criar oficinas de trabalho com lideranças dos movimentos juvenis para manter debates e buscar novas ações.
- Não é um movimento somente de redução da passagem, mas é um movimento que quer discutir e desenvolver políticas públicas para o crescimento da cidade. Respeito o movimento desde o inicio e desejo que esse grupo contribua para uma gestão mais participativa e com transparência - disse.
O secretário de Planejamento Urbano, Ronaldo Alves, participou da reunião e garantiu que a prefeitura está discutindo um plano de mobilidade urbana eficiente para a cidade. Ele disse que "a cidade cresceu sem planejamento urbano".
- Nós fizemos, em maio deste ano, a conferência das cidades, onde o principal item discutido foi mobilidade urbana. Sabemos que é preciso avançar nesse assunto, porque a cidade cresceu sem planejamento urbano. Precisamos de um plano de mobilidade que leve em consideração a circulação viária fundamental para qualquer município - disse.
Ronaldo Alves salientou ainda que a expectativa é que o plano seja efetivamente discutido até o final do ano. Ele destacou que existem diversas dificuldades relacionadas a mobilidade que impedem a implantação do bilhete único, por exemplo.
- Estamos recebendo uma herança de 100 anos, mas é hora de partir para o plano que venha a favorecer a integração dos ônibus e o trânsito da cidade. A nossa jornada é difícil, mas a longo prazo é possível melhorar - finalizou.

Médico!


Médicos estrangeiros para o SUS: as razões apontadas pelo governo!

Uma das medidas anunciadas pelo governo federal para melhorar o atendimento à população no serviço público de saúde - clamor das manifestações que tomaram as ruas do país - é a vinda de médicos estrangeiros. A ideia é que esses profissionais ocupem as vagas não preenchidas por brasileiros no interior do Brasil e nas periferias das grandes cidades. Mas a medida enfrenta resistências das entidades de classe e de alguns parlamentares. Conheça as razões do governo para justificar a vinda dos médicos e as críticas e soluções apontadas por quem se opõe à iniciativa.

Confira amanhã, no segundo capítulo da série, os fatores que afastam os médicos do interior e as dificuldades encontradas pelos profissionais que escolheram trabalhar longe das cidades grandes.

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Uma das bandeiras das manifestações que tomaram as ruas do Brasil é a de um serviço público de saúde de qualidade. Em resposta, a presidente Dilma Rousseff anunciou a vinda de seis mil médicos estrangeiros para trabalharem no País. O Ministério da Saúde estuda formas para que esses profissionais possam atuar aqui. Atualmente, os médicos formados no exterior precisam passar por uma prova de conhecimentos, o Revalida. Mas, como se trata de uma emergência para o governo, o ministério analisa a contratação desses profissionais sob um regime especial que dispensaria a revalidação dos diplomas.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, o País não pode esperar oito anos - tempo médio de formação de um profissional - para suprir a necessidade da população que mora nas periferias das grandes cidades e no interior. A legislação já permite o registro provisório de médicos que venham para intercâmbio, estágios e atividades de ensino, sem a necessidade de revalidação do diploma. Padilha assinalou que há o interesse de ampliar esse instrumento, mas a opção do ministério é a pela chamada pública - primeiro, para médicos brasileiros; depois, se as vagas não forem preenchidas, será a vez dos médicos estrangeiros:

"Então, nós estamos pensando desenhos possíveis de intercâmbio com universidades internacionais e brasileiras, que possam levar médicos para atuar, inclusive com supervisão dessas universidades, nas áreas estratégicas que o país precisa. Algumas para formação de especialistas, outras para atuar na atenção básica, onde nós temos um grande vazio de médicos na atenção básica em nosso país. "

O Conselho Federal de Medicina, porém, considera a medida insuficiente. Na visão do vice-presidente da entidade, Aloísio Tibiriçá, o médico sozinho não consegue realizar um atendimento adequado à população. Para levar médicos ao interior do País, o CFM defende a adoção de uma carreira de Estado para a categoria. Como essa é uma proposta de médio prazo, o Conselho sugere também a realização de concurso público imediato para o preenchimento dessas vagas que seriam destinadas aos médicos estrangeiros. De acordo com Aloísio Tibiriçá, a proposta já foi levada ao governo:

"Nós propusemos ao governo que, em caráter emergencial, fizesse uma grande chamada aos médicos brasileiros que, com a ajuda do Conselho Federal de Medicina, atenderiam esse chamado num seleção pública de médicos para ir atender nessas regiões. Isso seria uma solução intermediária até que se fizesse a estruturação das carreiras médicas para atender essa população tão carente no Brasil."

O presidente da Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira, também defende a realização de concurso público para que médicos brasileiros possam preencher as vagas no interior.

"A proposta das entidades brasileiras, particularmente da Federação Nacional dos Médicos, é um concurso público nacional promovido pelo Ministério da Saúde para esses seis mil médicos, para alocar nos locais que estão necessitados e num valor pouco diferente. Eles estão propondo para esses médicos estrangeiros em torno de oito mil reais. Nós estamos propondo 10.412 reais para os médicos brasileiros com vinte horas trabalhadas naquela localidade. Se o prefeito quiser dedicação exclusiva, ele pagará a diferença. Ao governo federal caberá contratá-los por vinte horas e colocá-los nos estados."

O coordenador do Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, Danilo Aquino, garantiu que os estudantes brasileiros não são contrários à vinda de médicos estrangeiros para o Brasil, desde que eles façam provas que atestem seus conhecimentos em medicina básica:

"A nossa proposta é que esses médicos que virão atuar na atenção primária façam uma avaliação baseada e focada na atenção primária. Uma avaliação que avalie todos os aspectos da formação médica, mas que tenha foco na atenção primária, que é exatamente o setor onde esses profissionais deverão atuar."

A médica brasileira Sabrini Novaes estudou em Cuba e desde o início deste ano, após ter sido aprovada no Revalida, trabalha na cidade de Itajú do Colônia, na Bahia. Ela aceitou o desafio de trabalhar em um município pequeno, onde a população estava sem médico residente há quase três anos. Sabrini contou que em Cuba os médicos têm a formação voltada para a saúde da família.

"O médico cubano está acostumado com esse tipo de medicina, a base do sistema lá é o sistema de médico de família. Então, o recurso lá para exames complementares é muito mais difícil o acesso, eles trabalham muito com a questão da clínica da medicina baseada nos sinais e sintomas das doenças. Trabalhando aqui, com condições mínimas, eles vão se sair satisfatoriamente, porque eles estão acostumados a trabalhar assim."

Para tentar reduzir a deficiência de médicos no interior do Brasil, o Ministério da Saúde estabeleceu em 2011 o Provab, Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica. O programa tem por objetivo incentivar médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas para atuarem na atenção básica de municípios, áreas de extrema pobreza e periferias com carência desses profissionais.

No Provab, os médicos recebem uma bolsa de oito mil reais durante um ano. A experiência vale 10 por cento na pontuação total nas provas de residência em todo o país. Dos cerca de 2 mil e 800 municípios inscritos pelos secretários de saúde municipais, quase mil e 300 conseguiram médicos interessados em atuar nessas regiões, ou seja, a procura foi quase o dobro da oferta. Este ano, o Provab conta com três mil e 800 profissionais. Os médicos que participam do programa devem cumprir 32 horas semanais de atividades práticas nas Unidades Básicas de Saúde e oito horas semanais de curso de pós-graduação em Saúde da Família, com duração de 12 meses.

Para o estudante de medicina Danilo Aquino, o Provab é válido porque os currículos das universidades não dão a atenção necessária à atenção básica, que é responsável pela solução de 80 por cento dos problemas de saúde da população do interior e das periferias das grandes cidades.

"Grande parte dos currículos das escolas médicas não possuem disciplinas focadas exclusivamente na atenção primária e quando as tem eles não conseguem professores, médicos de saúde da família especializados em atenção primária para passar esses conhecimentos. Então, o que a gente enfrenta é um déficit histórico de educação baseada na atenção primária e uma falta de docentes médicos de saúde da família."

O tesoureiro da Associação Médica Brasileira, José Bonamigo, explicou que a instituição é contrária ao Provab porque mandar um médico para o interior sem condições mínimas de trabalho não resolve o problema da população:

"Nós criticamos muito as propostas que o governo tem colocado, em especial a do Provab, que é o bônus para os médicos que vão para a atenção básica, é um bônus para a prova de residência. Porque a atenção básica no Brasil, os postos de saúde e as unidades básicas são unidades sucateadas há décadas. E quando o governo propôs isso ele óbvio que promete às entidades médicas que também ajudaria na infraestrutura. E não se resolve um problema de décadas de infraestrutura, que não é desse governo, com uma medida pontual de curto prazo."

José Bonamigo citou um exemplo do que a falta de estrutura pode acarretar no atendimento à saúde:

"Um município do Ceará que esté recebendo um médico no Provab e essa unidade de saúde que está recebendo esse médico está há três meses sem água, ou seja, o médico não tem nem como lavar a mão na Unidade Básica de Saúde. Nessas condições, o médico vira um agente de doença, né? Porque se ele examina ou entra em contato com um paciente que tem uma doença infecciosa sem condições de fazer uma higiene básica das mãos o risco dele contaminar os outros doente é maior."

O Ministério da Saúde anunciou que vai abrir 12 mil vagas de residência médica em todas as especialidades até 2017. O objetivo é igualar o número de vagas em residência ao número de formando em medicina em todo o país. Ainda segundo estimativas do ministério, serão criados 35 mil novos postos de trabalho com a construção de Unidades de Pronto Atendimento e Unidades Básicas de Saúde. A previsão de investimentos é 80 milhões de reais por ano em hospitais e unidades de saúde, e mais 20 milhões de reais para infraestrutura. Também serão investidos 60 milhões de reais para a manutenção dos programas de residência e na capacitação dos professores que vão orientar os residentes.



Os fatores que afastam os médicos do interior e as dificuldades encontradas pelos profissionais que escolheram trabalhar longe das cidades grandes. Esse é o tema do segundo capítulo da série especial sobre a contratação de médicos estrangeiros pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Confira amanhã, no terceiro e último capítulo da série especial, a carência de médicos no serviço público e as soluções em análise no Congresso.

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O número atual de médicos no Brasil é maior do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde, mas a distribuição desses médicos não consegue suprir a carência de regiões afastadas dos grandes centros urbanos por profissionais da atenção básica. A concentração é atribuída à falta de infraestrutura para os médicos trabalharem longe das metrópoles e à baixa remuneração oferecida pelo Sistema Único de Saúde. Por uma consulta, o clínico geral do SUS recebe apenas R$ 10. Essa realidade faz com que alunos e universidades prefiram investir em currículos de especialização e no atendimento hospitalar.

Formado em medicina, o deputado Ronaldo Caiado, do Democrata de Goiás, afirma não ser possível falar em atenção básica e médicos generalistas para atendimento no interior com a baixa remuneração oferecida pelo SUS.

"Como é possível um médico generalista hoje sobreviver recebendo do SUS uma consulta de R$ 10? Como esse cidadão será estimulado a ficar exatamente nessa área?"

Os investimentos em atenção básica são vistos como uma forma de desafogar os hospitais em todo o país, como explica o estudante de medicina Danilo Aquino.

"O forte da atenção primária é a prevenção. Grande parte das doenças que nós possuímos hoje podem ser evitadas através da prevenção, por meio da atenção primária. Então, se essa população é bem atendida, possui uma cobertura de estratégias de saúde da família adequada, grande parte dos problemas que ela poderia vir a ter ela não terá, porque vai sofrer medidas de prevenção, e é aí que a atenção primária soluciona 80% dos problemas de saúde brasileiros."


Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 1.900 municípios têm menos de um médico para 3 mil habitantes na Atenção Básica. E que 700 municípios apresentam altos índices de insegurança por escassez de médicos, sendo que a maioria não tem sequer um médico residindo no município. Em 2011 foram criados 19 mil postos de trabalho, mas somente 13 mil médicos se formaram naquele ano.

A médica Sabrini Novaes trabalha na cidade de Itaju do Colônia. O município de 7 mil habitantes fica a 123 quilômetros de Itabuna, na Bahia. Ela destaca a importância de um médico para atendimento à população, principalmente nessas localidades onde o acesso aos grandes centros é uma realidade para poucos.

"Trabalhando aqui no interior eu vejo de perto essa situação de não ter médico. É muito difícil, a população necessita. Tem cidades aqui que tem três anos sem um médico chegar perto. É complicado."

Sabrini Novaes relata a frustração vivida a cada dia com situações como a de ver um paciente em estado mais grave sem atendimento porque os hospitais estão lotados.

"Por exemplo, os pacientes infartados, os pacientes com infecções que eu não consigo tratar aqui. A gente manda uma coisa que se chama regulação e, na maioria das vezes, o hospital responde que não tem vaga mesmo. Então, você fica de mãos atadas. O básico você consegue, mas quando você necessita enviar o paciente para uma unidade de maior complexidade, o processo trava."

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirma que o governo vem atuando para melhorar a infraestrutura e para aumentar o atendimento à população. Segundo ele, mais de 20 mil unidades básicas de saúde estão em processo de construção, reforma ou ampliação atualmente. A previsão do ministério é investir R$ 80 milhões por ano em hospitais e unidades de saúde, e mais R$ 20 milhões em infraestrutura.

Padilha afirma que o governo aumentou em quatro vezes o investimento per capita em saúde, nos últimos 10 anos.

Também, conforme o ministro, foram criados mais de 150 mil empregos formais de primeiro registro profissional de 2003 a 2011. O número representa 50 mil a mais do que o de médicos formados no Brasil. Por isso, o governo defende a vinda imediata de médicos estrangeiros, preferencialmente de Portugal, Espanha e Cuba. A intenção do ministério é que esses profissionais comecem a trabalhar por aqui ainda este ano.

A medida, porém, é criticada por entidades do setor. Entre os problemas apontados estão a não aplicação do Revalida, uma prova de conhecimentos ao qual são submetidos os médicos formados no exterior que desejem trabalhar no Brasil, e a questão do idioma. Em duas audiências públicas da qual participou recentemente na Câmara Federal, o ministro Alexandre Padilha também foi questionado pelos deputados. Entre eles, Marcus Pestana, do PSDB de Minas Gerais.

"Teria que se construir, para se ter tranquilidade, um processo com o Conselho Federal de Medicina, com as universidades, com os estados e municípios, um critério rigoroso, um mecanismo que adaptasse a experiência do Revalida para uma circunstância emergencial e a questão da proficiência na língua, porque a relação médico-paciente é essencial. Se botar um médico catalão no interior do Nordeste, certamente a relação não vai fluir tranquilimente."

Mas o ministro da Saúde ressalta que a autorização para os médicos estrangeiros trabalharem no Brasil será restrita e que eles apenas serão chamados no caso de as vagas oferecidas pelo governo não serem preenchidas por médicos brasileiros. Além disso, esses profissionais só poderão atuar na atenção básica, ou seja, não poderão realizar procedimentos mais complexos, como cirurgias. Outra restrição imposta será quanto ao local de atuação. Os médicos estrangeiros contratados nesse regime emergencial terão que trabalhar exclusivamente na região para a qual foram designados.

Quanto à formação, Alexandre Padilha anunciou que os médicos estrangeiros estarão vinculados a uma universidade, que fará toda a checagem das habilidades e treinamento, especialmente na questão do idioma. A intenção é manter o profissional por três semanas em uma instituição de ensino, período em que terá suas habilidades como médico e sua capacidade de comunicação avaliadas. Ao mesmo tempo, serão checadas eventuais queixas de ordens médicas no seu país de origem.
Reportagem: Karla Alessandra
Trabalhos técnicos: Nilton Gomes e Chico Mendes
Edição: Marise Lugullo