O pastor John Ortberg, da Igreja Presbiteriana de Menlo Park, na Califórnia, utilizou um estudo realizado pela Harris Interactive para a editora Zondervan para alertar as igrejas que as pessoas, em geral, “não conhecem a verdade sobre Jesus”.
“Muita gente não sabe do papel de Jesus na criação de uma sociedade onde todos os seres humanos são reconhecidos, têm direito, devem ser incluídos e considerados iguais”, diz o pastor.
“Essa realmente era a ideia que começou em Israel e se espalhou pelo mundo, através dos seguidores de Jesus: todo ser humano foi criado à imagem de Deus, é amado por Deus, e consequentemente, deveríamos ter compaixão por todos”, acrescenta Ortberg.
Ele afirma que instituições como orfanatos e hospitais originaram-se com os seguidores de Jesus, que lembravam de Seus ensinamentos e compaixão e decidiram cuidar dos outros.
Ele também lembra que havia um desequilíbrio entre os sexos durante os tempos de Jesus, cerca de 1 milhão de mulheres para 1,4 milhões de homens. Uma grande quantidade de meninas morria durante o parto ou eram mortas ao nascer, por causa de seu sexo, considerado menos valioso.
“Foi realmente através dos ensinamentos de Jesus, e o caminho que Ele ensinou a mulheres, bem como a homens, que se reconheceu que elas também traziam a imagem de Deus em si. Elas foram as primeiras testemunhas da ressurreição e foram líderes na igreja primitiva, onde muito antes da sociedade ensinava-se sobre a grande dignidade, o valor, e a igualdade das mulheres se espalhou”, explica o pastor. “Então, os ensinamentos de Jesus melhoraram em muito a condição das mulheres.”
Ortberg reuniu vários dados da pesquisa promovida pela Harris/Zondervan em seu novo livro, lançado para ‘aquecer o Natal’: Who Is This Man?: The Unpredictable Impact of the Inescapable Jesus [Quem é este homem? O impacto imprevisível do inescapável Jesus] .
Ele revela, por exemplo, que 89% das pessoas desconhecem que os seguidores de Jesus foram os pioneiros nos conceitos de alfabetização universal e educação. O pastor acha que é uma vergonha as pessoas não saberem mais sobre quem eles admitem ser a figura mais importante da história.
Após a divulgação recente de um fragmento de papiro onde Jesus supostamente diz que teria uma esposa, muitos historiadores e teólogos questionam o que as pessoas realmente sabem sobre a vida de Jesus.
A pesquisa da Harris/Zondervan revela que a maioria das pessoas não compreende a influência de Jesus na cultura, apesar de reconhecer sua imagem 2.000 anos depois de sua morte. A maioria dos entrevistados não foi capaz de responder corretamente a perguntas a respeito de sua influência e ensinamentos. Menos da metade (47%) reconhece que Jesus foi o primeiro homem a defender a ideia de uma sociedade inclusiva e igualitária.
“Do ponto de vista puramente humano, a maior surpresa é que Jesus conseguiu exercer alguma influência. Normalmente, o legado de alguém fica evidente no momento em que se morre. No dia em que Alexandre, o Grande, César Augusto, Napoleão, Sócrates e Maomé morreram, suas reputações já eram enormes. Quando Jesus morreu, seu movimento pequeno e frágil não dava indícios que resistiria ao tempo”, afirma Ortberg.
“Vivemos em um mundo onde o impacto de Jesus é imenso, mesmo assim seu nome não pode ser mencionado em vários países”, lembra.
A pesquisa foi realizada online entre 13 e 17 de setembro e entrevistou 2.339 adultos, entre os quais 1.062 afirmavam ser cristãos.
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