O pai do soldado Jair Silva da Rosa, de 18 anos, morto com um tiro de
fuzil nesta quinta-feira (15), no alojamento do Regimento de Cavalaria
Brigadeiro Andrade Neves, na Vila Militar, em Deodoro, contesta a versão
dada pelo Exército para a morte do rapaz.
- Não acredito que foi
acidental. Por que o soldado estava armado dentro do alojamento, se não
estava de serviço? — questionou Jair da Rosa, em entrevista à Rede
Record. - Pedimos uma segunda perícia, liguei para o 190, mas o Exército
não aceitou e desfez o local, encaminhando o corpo para o Hospital
Central do Exército.
Jair Silva da Rosa, de 18 anos, foi assassinado com um tiro de fuzil no pescoço
Foto:
Reprodução
De acordo com Jair, o filho vinha sofrendo agressões no quartel.
-
Eu disse que iria ao comandante, mas ele disse que poderia ser pior.
Ele me contou que, quando estava com a farda na mão, o superior chutou
ele e disse “deixa de ser mole!”. A farda caiu no chão e começaram a
chutar a farda até o armário. Além disso, segunda-feira (12), ele estava
no hospital, com dores e falta de ar porque tinha levado um coice de um
cavalo, e mesmo assim o sargento mandou ele ficar de serviço - contou.
De
acordo com o Comando Militar do Leste, o autor do disparo foi preso em
flagrante e está à disposição da Justiça Militar. O soldado morto
trabalhava há cinco meses no 2º Regimento de Cavalaria de Guardas.
O comandante do regimento, o tenente-coronel Márcio Costa, disse que o Exército vai apurar se houve alguma irregularidade.
Jair era casado e tinha uma filha de 2 anos. O corpo dele será enterrado nesta sexta-feira (16).
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