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22 de nov. de 2012

Operários paralisam parte da obra do Hospital Regional

Volta Redonda

Operários que trabalham nas obras do Hospital Regional do Médio Paraíba Drª Zilda Arns, no bairro Roma II, contratados pela Emac - empresa terceirizada responsável pela parte hidráulica e elétrica, acusam a empregadora de não pagar os salários há três meses. Segundo informações dos operários, a empresa responsável pela obra, a GPO GEMEC - que subcontratou a Emac - não está pagando a prestadora de serviço.

A Prefeitura de Volta Redonda, através da assessoria de imprensa, negou qualquer problema no repasse de verba e disse que o pagamento está rigorosamente em dia.

A assessoria informou que essa paralisação não afetou em nada no andamento da obra. Ela ainda reforçou que o papel da prefeitura de Volta Redonda é fiscalizar e a coordenação dos trabalhos, mas não tem poder de decisão em situações internas, como neste caso.

O DIÁRIO DO VALE ouviu o departamento financeiro da GPO GEMEC, que explicou que a Emac está de saída da obra, mas que os pagamentos já foram repassados. Eles ainda afirmaram que já fizeram contato com a terceirizada, que se comprometeu a liquidar as dívidas em dois a três dias.

De acordo com o encarregado geral, Francisco das Chagas Silva, cerca de 80 trabalhadores estão parados há mais de 25 dias e não recebem salário há três meses, além de outros benefícios.

- Nós estamos há três meses sem receber salário, um ano sem cesta básica, oito meses sem hora extra. Muita gente está sem pagar pensão para os filhos, passando dificuldades, e eles não dão nenhuma satisfação. A única coisa que falaram foi que na data para efetuar o pagamento a prefeitura não repassou o dinheiro do Estado - afirmou.

O bombeiro hidráulico Luiz Carlos Ferreira Santana contou que por não receber, a luz de onde mora foi cortada.

- Eu estou sem luz porque não tenho dinheiro para pagar. Tudo isso, porque a gente não recebe há três meses - falou.

O bombeiro hidráulico Wenderson Pereira dos Santos, também é outro que vive um transtorno devido à falta de pagamento.

- Eu pago pensão para dois filhos, e tem três meses que não pago. Estou quase para ser intimado pelo juiz. Fora isso a alimentação aqui é péssima, tem gente que fica até sem almoço - informou.

Os trabalhadores planejam realizar uma manifestação nesta quinta-feira para chamar a atenção para o problema.

Referência

Iniciadas em abril de 2011, as obras da unidade de saúde contam com cerca de 300 funcionários e a estimativa é que a construção fique pronta até o início de 2013. A expectativa é que o hospital se torne referência no Estado e possa atender cerca de 1,2 milhões de pessoas nos 12 municípios que compõem o consórcio (Rio das Flores, Valença, Barra do Piraí, Piraí, Pinheiral, Volta Redonda, Barra Mansa, Resende, Quatis, Itatiaia, Porto Real e Rio Claro).

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