Ingrid Calheiros, noiva de Bruno de Souza, chegou às 7h58m ao Fórum
de Contagem, em Minas Gerais, sorrindo bastante. Toda vestida de preto,
ela não falou com os jornalistas e entrou rapidamente no prédio. O
advogado Ércio Quaresma, que defende Marcos Aparecido dos Santos, o
Bola, também já está no local. Francisco Simim, advogado de Bruno,
chegou mostrando otimismo. Ele disse esperar que este “seja um júri onde
a lei seja cumprida” e disse todo o processo está sendo conduzido por
“pessoas elegantes”:
- Nossa pretensão é não adiar o julgamento. Esperamos que não haja cerceamento de defesa.
A movimentação começou cedo em frente ao Fórum, onde às 9h
está previsto para começar o julgamento de Bruno e outros quatro
acusados da morte da modelo Eliza Samúdio. Equipes da Guarda Municipal e
do Esquadrão Antibombas já chegaram ao prédio. Na parede da Escola
Fundamental Babita Camargo - unidade municipal ao lado do Fórum - uma
pichação de protesto contra o atleta: “Bruno, me diga com quem tu andas
que eu te direi quem tu és...”
Eliza Samúdio desapareceu no dia 4 de junho de 2010 - no ano
anterior, ela havia denunciado Bruno e Macarrão por agressão numa
delegacia do Rio. Vinte dias depois, a polícia recebeu denúncias
anônimas de que ela teria sido morta por Bruno e dois amigos dele no
sítio do goleiro, em Esmeraldas, Belo Horizonte. A polícia começou a
fazer buscas pelo corpo. Curta a página do Jornal Extra no Facebook
No
dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho, à época
com 17 anos, havia participado do crime e contado em detalhes como Eliza
fora assassinada. O menor foi apreendido na casa de Bruno, na Barra da
Tijuca, Zona Oeste do Rio. Em depoimento, o adolescente confessou ter
participado do crime e contou que Eliza havia sido levada do Rio para
Minas, mantida em cativeiro e executada por Bola. A modelo teria sido
estrangulada e esquartejada. Ainda segundo o menor, os restos mortais
dela teriam sido jogados para os cachorros do ex-policial.
No dia
seguinte, a mulher de Bruno, Dayane dos Santos, foi presa. Após serem
considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o
Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco
depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha,
Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno,
também foram presos por envolvimento no crime. Todos negaram
participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo
falar apenas em juízo.
No dia 30 de julho, todos os suspeitos
foram indiciados pelo sequestro e morte de Eliza - Bruno foi apontado
como mentor e mandante do crime. Além dos oito que foram presos
inicialmente, a investigação apontou a participação de uma namorada do
goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada.
No
início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e
agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro
pegou quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão
corporal e constrangimento ilegal, e seu amigo, três anos de reclusão
por cárcere privado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário