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18 de abr. de 2012

Por se localizar no Círculo de Fogo do Pacífico, região marcada por falhas geológicas como a de San Andreas, com cerca de 1.300 km, o Estado americano da Califórnia é uma região bastante atingida por terremotos.
Em abril de 1906, um grande terremoto atingiu a cidade de San Francisco. Com magnitude estimada entre 7,7 e 8,25, deixou cerca de 700 mortos – embora estudos recentes afirmem que o número pode ser até 3 ou 4 vezes maior. Em 1989, um novo terremoto de grande intensidade atingiu a região. Com o epicentro a cerca de 15 km da cidade de Santa Cruz, o tremor de 6,9 graus de magnitude deixou 63 mortos.
Os cientistas temem, entretanto, que um terremoto muito mais destruidor possa atingir a Califórnia. É o tremor que os californianos apelidaram de “Big One”, e que teria potencial para causar um grande número de mortes e prejuízos bilionários.
Embora seja muito difícil para os cientistas prever um terremoto, um estudo de 2003 do Serviço Geológico dos Estados Unidos demonstrou que há 62% de chance de um sismo de magnitude maior ou igual que 6,7 atingir a região nos próximos 30 anos. O estudo concluiu ainda que o “Big One” pode atingir uma área mais ao norte do que a do terremoto de 1989, na região da populosa Baía de San Francisco. A proximidade de grandes cidades como San Jose e San Francisco tornariam o grande terremoto temido pelos californianos ainda mais perigoso.
É graça à alta incidência de terremotos na região e ao temor do “Big One” que os californianos se tornaram preparados para enfrentar um terremoto. Vários edifícios são construídos de modo a não ficarem totalmente destruídos no caso de um terremoto, e os cidadão sabem como agir no momento de um tremor. É por isso que, mesmo em uma região densamente povoada, um grande terremoto na Califórnia poderia ser menos fatal, por exemplo, do que o que atingiu o Haiti em janeiro deste ano.

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